Esse blog é pessoal; despejo da minha visão, seja racional, emocional, psicodélica, sempre atualizado pelo que estou passando no momento; o importante é que minha visão é exclusivamente peculiar. Sou descritivo, reparador, desenvolvedor, depurador, elaborador. Provavelmente este blog será para projetar e encaminhar para situações, soluções, intrigas e expansões pessoais. Serve de direcionamento, atalho, organização e arquivamento (evitando assim perda).
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Perdido
Apenas em pensamentos quebrados.
Tal insistência sã, broca na insanidade.
Qual é o sinal?
Quem é o sinal? Nesse corredor borrado de semi-claro.
Há nada neste quarto além de uma ampulheta virada.
Eu queria conversar com alguém diferente...
Aquelas vozes imaginárias, ou os fantasmas que não me respondem.
Telepaticamente num monólogo, abandonado das antigas transições mediúnicas.
Mesmo demonstrado infinito e diverso, inalcançável, eu canso de mim.
Sua voz doce se tornou meu parasita de maior medo.
E tenho me tornado uma compactada verdade absoluta.
Para ser lentamente descompactada, enquanto você se torna a tragicomédia "Última Esperança".
Os cômodos escuros me contam seus segredos.
Expandem um pânico bobo-de-mim, que nasce cármico do meu estômago.
E procura os braços de Deus.
Ofereço a vocês minhas lágrimas que escorrem apáticas pelas minhas bochechas inexpressivas.
Vocês dariam melhor uso para elas. Combustível de força, prazer, relações, recomeço.
Na minha face, um constante desperdício.
Meu sofá é bastante confortável, eu desenho estrelas no teto, e com 3 já tenho uma constelação.
Tomo diversas advertências pela falta do primitivismo.
As vezes é quando passo os dedos no fluído universal, desenhando suas mentes.
Jubiloso com suas trajetórias, irritado com a previsibilidade, mas seguro.
Eu sei que você não pode acreditar na minha visão,
Nem ter certeza do quanto eu devorei você, e roí suas unhas.
Temeroso e indefinível é a busca além do conhecido.
Porém não irei demonstrar mais...
Não há por que calibrar suas crenças, apertar com a mão e verificar se está cheio.
Será que alguém merecia essa minha custódia do tempo?
Será que eu mereço esse poder? Que foi auto-anulado.
Será que eu mereço encontrar facilmente o amor e suas armas?
Será que eu mereço te ensinar a beijar uma alma... para assim ser beijado pela primeira vez?
Corrupção... Sabe, não somos corruptos de verdade, somos sexualmente sádicos.
Realmente não precisaria... realmente não precisaria levar à escolas, política, fome.
Mas somos sim, sexualmente sádicos.
Eu não tenho mais convites, mais ingressos, mais shows.
Eu tenho uma nova casa, uma nova solidão, novos pensamentos.
Eu tenho um kit de química, decantarei minhas lágrimas e lixarei meus sorrisos.
Eu protegerei vocês sabe...
Apenas quando eu ficar em paz.
Eu irei correr com alguém na praia, e rangerei camas.
Tirarei o saco de lixo para fora observando suas dobras.
Apertarei botões numa planilha e terei códigos.
Alimentado de intelectualidade, talvez um dia verdinha.
Cada suspiro te faço escorrer para fora de mim.
Eu acocarei com uma pequena pá e futricarei na terra para plantar pequenas flores, lembrando sempre de você.
Cada movimento adentro imaginarei cavá-lo.
Eu queimo com a fadiga queimada pelo calor.
Por que quando a lâmpada fica marcada nos meus olhos, eu desvio o olhar para ela desmanchar e eu olhar de novo?
Repetida-repetidamente.
(Eu nunca fui o tipo que abandona a causa na hora de sair triunfante)
Semi-autismo, traga para mim a lua daquela noite.
Medo, traga para mim aqueles dedos.
Sabedoria, traga para mim aquelas paredes úmidas.
Onde está?
Onde está o sinal? Esse corredor borrado de semi-escuro?
Quem é o sinal? Essa tela pintada com pessoas-alvo?
Há nada nesse quarto além de uma ampulheta.
Quando o tempo irá acabar?......
Então sorria, sorria mais uma vez para mim.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Formatado\Resetado
Fotos, diálogos, trilhas, visões, marcas, sensações, medos...
Sendo apagado.
Minhas impressões digitais vitais, minhas barreiras, minhas defesas.
Minhas crenças, minhas lamúrias, meus amores, minhas memórias.
Sendo irrelevadas.
Existe o escuro, a sensação de um colchão nas minhas costas; um cobertor entrelaçado nas minhas pernas. O tom da sua voz me consome; tendo meu sorriso bobo como particípio.
Tão elevado que tudo que já foi de mim um dia é descartado, sem hesitação.
Minhas intensas horas, minhas projeções futuras, meu diferencial, minha especialidade.
Meus aniversários, minha família, meus exageros, minhas representações, meus símbolos.
Não posso mais conservá-los.
Uma palavra, um apagar.
Descorrer de sua voz, eterno silêncio de mim.
Frustrado e preenchido de arrependimento; por que gerado este reflexo, tudo que um dia fui é pequeno, desperdício do que eu podia de mim.
Amor, sofrimento, Deus, psicodelismo, universo, pânico.
Suaves, sutis e brandos.......................... agora.
Se tornam regras leves... repita sua risada mais uma vez para mim?
Lágrimas excomungadas, exigências negligenciadas.
Repita, repita sua risada mais uma vez para mim?
Repita mais uma vez sua risada para mim?
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Nascente expoente
Mas tropeça em sua dificuldade de crescer.
Então situa-se e permanece, se aloja e se acomoda, na queda e de volta, dentro de suas descobertas, fontes possíveis estratégias, e manipulações.
Com seu toque invisível, sutil puxa um laço, suave enlaça uma corda, imperceptível e silencioso, lhe dá um nó.
Encobre-se logo de seus medos, identifica suas costuras, retalha suas seguranças, e remenda sua solidão. Assim ele atormenta o seu convite, de uma paz instável, próxima aos seus olhos que chantageiam uma emoção.
Ele cresce porém rapidamente se apaga. Diante de qualquer um qualquer uma nova fuga, latejada em uma criatividade mórbida e uma impertinência aguda; que o corrói e o desgasta, pois o afasta, do ponto de origem que o atrai e o almeja.
Impulsionado por esta tendência, ele esquece o gosto e o tormento, de um cavaleiro de armadura que batalha, sem conhecer a dor e o amor.
Gerando-se de uma paranóia, ele contorna previsíveis fraquezas, saído quente de uma história, com pegadas de costas.
Ele se auto-distrai e se auto-encanta, empostado minguante a ser, parido de idéias alheias.
Ele se renova e renasce em cada dia, assim perde-se em seu cálculo, altamente codificado, cadeado e indecifrável, quase nulo, do que poderia ser.
Acompanhado de seus olhos que não lacrimejam, mas que choram através de sua cultura;
Cada lágrima levada pra longe em uma nota de uma nova música.
E enquanto é levado embora,
Empacotado em cada mente, (gracejado)
Injetado em cada semente, (implantada)
Leve e dormente, satisfeito e carente,
Arrastado para longe, em cada nota,
Ele é penitente,
Da força de se apagar,
Daquilo que o derrota.
Que o alterou a ser,
E cada sorriso ladrilha para ser,
Só mais uma nova vitória.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Mãos
Eu ficava feliz, pois dentro delas estava a nossa história.
Eu vi um pequeno inseto correr através do teto e eu segui até o momento que eu vi esta glória:
Nada nas minhas mãos, há nas minhas mãos. Toda nossa trajetória se aloja em meu coração.
Há nada nas minhas mãos. Embora meus olhos criam uma ponte até você.
E então nosso lar foi regado com as minhas lágrimas mais uma vez.
Eu sempre cultivarei, mesmo, mesmo agora que não existe mais.
Então eu retorno para dentro dos seus olhos, deitados em um colchão úmido gerando nossa fortaleza.
Ninguém entenderia, e ninguém entende o que é:
Nada nas minhas mãos, há nada nas minhas mãos. Mas existem ecos nestas paredes que soam nossas palavras de amor.
Nada nas minhas mãos, mas elas esperam algo; algo que eu não posso mais encontrar.
Então uma constelação desce pela minha espinha. Nada nas minhas mãos.
Eu deixo mais uma vez este lugar, mas isso não significa, não significa que ele me deixa.
Passo à passo de distância eu atravesso as eras que estive com você.
E vou sumindo para nosso compasso girando em um ângulo maior.
Nossa distância gera um círculo, e o que era nós dois ficou no centro até nosso fim.
Nada nas minhas mãos, há nada nas minhas mãos. Eu não pude segurar a estrada que você desapareceu.
Nada nas minhas mãos; para onde foram suas pegadas eu jamais requisitei novamente saber.
Então eu baixei a cabeça e virei as costas. Nada nas minhas mãos.
Eu sei que você visitou minha casa nas férias, mas eu estou aqui, eu permaneço só aqui, eu existo só aqui.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Calado
Tudo aquilo que cala em mim, envenena-se após em palavras quebradas.
Contorcidas, chorando, perdem-se no filtro de seus entendimentos.
Eu vejo espremer-se a solidão entalada, já com medo de se expressar.
Eu retorno a tolices distrativas, retorno aos seus olhos que refletem minha invisibilidade;
e não consigo demonstrar.
Eu sou como um borrão comunicativo, um silêncio sobre uma observação.
Seus sorrisos cinematográficos me tornam abstrato.
A sua vida escorre pelos caminhos da realidade, e a minha vida se apaga nas valas de sua felicidade.
Me sinto desaparecendo, em silêncio.
Sofrimentos precipitados se esconderam, e se tornam só lembranças.
Sem necessária força para levantar escudos e brincar de fortaleza.
De todas essas palavras humanas, eu as assisto coletivas e dançando perdidas, saindo de cada boca.
Todo este ensaio para cada situação, todas incorrespondentes aos meus desejos.
Eu não ouço mais, eu as vejo, como códigos, programações encapsuladas.
Minhas emoções mais profundas latejam ritmos repetidos, mesmo sem música.
Eu não consigo tocar sua pele, decodifico sua sensação, e como deveria reagir.
Eu recaio sobre o peso da minha coluna e escoro minha sanidade ali;
Nestes segundos não há permissão para liberdade, tenho que retornar do meu luxo de repouso.
Meus fones de ouvido me deixam tão profuso e individualmente crescente; eu absorvo tantos universos que é difícil aceitar seus convites.
Só me preocupo se alguém estará do meu lado, algum dia. Então os ouço.
Eu viajo até os seus olhos azuis, eu viajo micro dentro de sua respiração.
Eu encontro a paz na dobradiça de seu braço, me encolho lá dentro, no escuro e calor.
Você não existe mais. Seu conforto sim.
Tantas informações retidas em papos furados que contribuem o silêncio.
Tempero de amores forjados que contribuem o vazio.
Estou em débito com os anjos de tocar suas faces em ser missionário.
Eu rapidamente me esquivo para o espelho do banheiro.
Meus olhos recaem sobre meus olhos.
Meus olhos fixam-se sobre meus olhos.
Eu sorrio levemente e penso:
eu não consigo mais falar
eu não consigo mais ser você.
domingo, 21 de setembro de 2008
Bandeira
Neste meio tempo, assisti muitos pisarem no que emana da fragilidade jovial; e todos estão tão acostumados com isto que eu contei e guardei minhas lágrimas uma por uma para estudar no laboratório.
Eu estive segurando uma bandeira com o símbolo de todos os medos; um pano um pouco sujo, envelhecido por seus valores antiquados, e com furos rasgados agressivamente pela modernização implacável e cruel.
Eu arranquei meus olhos, lustrei neste tecido, para tirar o borrão da imagem.
Eu guardei cada um de seus sorrisos sádicos num potinho, para entregar para Deus.
Sim vosso senhor, estamos presos nessas táticas; e nenhum deles chora, a invenção de suas lágrimas foram tapeadas.
Minha bandeira é indefinível, sempre soa para marcar independência, mas esta marca dependência. É uma mistura volátil de um adolescente, de um insano, de um adulto. Não sei realmente o que sou. Mas definitivamente sou um gênio do sofrimento.
Todos querem um pedaço alvo daquilo que lhe parece obsessão; e carregar bandeiras repetidas de admirações públicas, olhos brilhantes do telespectador-coletivo.
Eu tenho baixado minha cabeça; tenho apertado o estômago, cultivado uma esperança mórbida e vivido dentro de uma sensação de auto-admiração e curiosidade. Eu não consigo mais me alimentar de especiarias, de expansões, de aventura. Criatividades são venenos temporários, que quando cessam voltamos para um mundo cinza.
Eu ainda carrego esta bandeira, andei 21 anos e 6 meses e não encontrei nenhum terreno. Odiei o sabor dos poetas, e a paixão orgulhosa dos literários transbordados em sua criatividade eufórica. Eles sentiram queimar em seu estômago prazeres de novas estradas mentais.
Eu estou com essa bandeira pesada, com este potinho para vosso Senhor.
Estou progredindo com medo, e não retive luz nem escuridão.
Por favor, alguém desta estrada, vendo um ser com pés cheio de calos, sujo como mendigo e uma bandeira fracassada.
Essa é a verdadeira bandeira de onde vivemos.
Dentro de mim.
domingo, 27 de julho de 2008
Definitivamente Solteiro
Numa dessas estradas tortuosas, tão indefínveis. Opa! Quanta distância e proximidade amigo, deste mundo hetero, deste mundo homo. Cada detalhe uma calamidade peculiar, entre um e outro estamos nos baseando, e estamos nos perdendo.
Às vezes trago tantas emoções, ou essa sexualização potente, ou um puro racionalismo dançante; e desta vez trago o vazio, trago a desistência; de um histórico de um lindo cara, corpo estereotipado e coração quebrado. Estamos exaustos, estamos desaparecendo, daquilo que conhecíamos de nós. Onde está nossa antiga fonte intensa?! Onde sentia fluir a vida em coisas simples. Visualizamos-nos como borrões no tempo, perda de traços no nosso caminho, e nessa queda de caráter hoje estamos entregues aos entorpecimentos sociais, ou prazeres biológicos; por simples cansaço.
Cada vez mais essa tristeza nos toma; a de estarmos nos tornando automáticos, entrelaçando-se nestes desejos, nos misturando com as falhas gloriosas destas atratividades primitivas. Amigo, eu não consegui te enxergar; eu vi seus olhos e não consegui te enxergar, eu adentrei este poço passo à passo de anos corroído. E sim; vejo isso em raros jovens também.
Então quando entrei naquela festa eu comparei com uma academia de desamor, muitas pessoas se exercitando, outras bastante defensivas. Achei interessante alguns aparelhos, teve um que me chamou a atenção, para exercitar a sobreposição do racional sobre a paixão. E muita gente se exercita achando que é força.
Ahhhhh, quanto tempo faz? Hein, amigo?! Perdi está fonte de complexidade, me situando simples por não encontrar afinidade. Fui lixado pela realidade, lixado pelo social. Hoje sou uma dessas esculturas meio lapidada por mim, meio pelo social-forçado. As pessoas passam por esta obra e não identificam nada, apenas uma deformidade. Sim! Todas maravilhas do mundo se arruinaram com o tempo, com terremotos, com chuva, com vento.
Assim te vi hoje, uma dessa maravilhas do mundo corrompida por fatores.
Sobre mim!? Não, agora não. Agora tento fluir no seu espírito; eu enxergo em ti meu medo, por estar trilhando o mesmo caminho. Como tu falarei algum dia?! "Eu perdi amores, eu perdi chances, eu não recolhi o suficiente".
Poderia estar lindo analisando genéricamente, decodificando essa sociedade toda, mas sabe, cansei. Percebe-se com o tempo que poucos merecem engrandecimento e liberdade, e daí adentro poucas pessoas com este mundo; por debaixo dos nossos tapetes persas mentais. Poucos tem valor suficiente para comprá-los.
Quando eu estava no chuveiro, eu repetia o vago da minha infância meio esquizofrênica e autista; passava os dedos no azulejo, não sentia nada. Tantas pessoas para pensar, e eu não pensava em nada. Tantos corpos para desejar e "Opa! Achei uma pedrinha no vão do azulejo".
Por que você está sendo essa metáfora de mim!? Por que você joga a bola de borracha na parede para ela ir longe e ela retorna no seu estômago, aturdindo-o?!
Me sinto agora como um placebo de realidade, uma identidade sabotada. Há fórmula para calcular o vazio em mim?!
Sim, ver você. Meu amigo "Definitivamente solteiro"
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Tudo desaparece
Seus movimentos entrelaçavam-se em meus símbolos de desejos.
E sua inclinação instintivamente apologética em direção a mim.
Meus pulmões exaustos em seguir o ritmo dessa perturbação.
Sua linha da face instigava meu particípio visual contornando-o.
Sua “proporção” buscava em mim meus apertos e suplícios sexuais.
Aqueles fios me espremiam um a um, nas minhas pupilas dilatadas.
Meu estômago descobria uma cova funda e angelical, e escura.
Eu encontrava num simples olhar o sofrimento e salvação da minha vida.
Se estendia e seguia meus passos até a minha cama.
Quando o divino é ambiguamente misturado ao inferno.
É quando seu corpo é somente sentido na minha imaginação.
Sou penitente sexual – eterno observador torturado.
No outro dia nascido de águas rasas e paisagem celeste,
Tendo férias da masmorra sensual.
Quando as jaulas são texturas masculinas,
Quando as grades são pêlos ascendentes ao contorno da pele.
Ele se aproximava de mim, “mim” realmente como sendo eu.
Meus movimentos se retraíam em meus símbolos de insegurança.
Meus olhares se distanciavam irreciprocadamente em direção a ele.
Meus pulmões exaustos em seguir o ritmo dessa perturbação.
Então tudo desaparece, tudo sumia, tudo se ia.
Quando um corpo é prisão...
E quando este corpo à mim se transformou em liberdade...
E é quando eu volto à mim em fuga,
e meu corpo vira a prisão.
Sobras
Um templo do nosso passado,
Com todas aquelas fadas e demônios,
Brilhamos e escurecemos.
A “luz” daquele beijo nos meus lábios (ante meus olhos),
É o “escuro” do mesmo beijo nos lábios alheio (ante meus olhos).
Se vivesse tudo aquilo só como mentiras, ou
Se vivesse tudo aquilo só como verdades,
Ou mistura delas...
(De qualquer forma...)
Encontraria apenas pedaços de nós dois.
(De qualquer forma...)
Para toda aquela traição que entope minhas artérias,
eu forjo um tratamento,
Para todo esse amor que entope as suas artérias,
você forja meus ouvidos.
Mesmo entrando cada vez mais nas lembranças, e rasgando-as como folhas,
jogando-as ao alto (elas voam em torno de mim, caindo lentamente; vejo apenas letras sem sentido.)
E mesmo apertando memórias contra o peito, elas não entram mais.
Se a mesma versão de nós dois não tivesse traído, ou
Se a mesma versão de nós dois tivesse amado igualmente,
(De qualquer forma)
Encontraria apenas cicatrizes de nós dois.
(De qualquer forma)
Se pegarmos uma lupa e ler as linhas pequenas do nosso contrato, leremos destruição.
Se pegarmos um coador e coar todas as mentiras, nada sobrará.
Se pegarmos nossas roupas e torcermos, escorrerá lágrimas.
Então a liberdade nos espera, e a prisão nos espera. Aleatórias nos segundos.
Cada suspiro, cada sufoco, cada sorriso, cada risada...
É o que sobrou e o que faltou de nós dois.
sábado, 28 de junho de 2008
Deus é traidor
Atualmente temos o novo orgulho; a auto-manipulação e domínio pessoal, onde a glória é gerar as mais fortes defesas, e criar estes personagens que são barreiras imensuráveis para sustentar a alimentação obscura do nosso ego e orgulho. Nós humanos burlamos sistemas, nós corrompemos todas nossas linhas dignas, nós hackeamos computadores, nós damos golpes em inocentes, nós sabotamos nossos amigos profissionais, nós lavamos dinheiro e criamos uma imagem política para roubar nosso povo, sem nenhum arrependimento, e com orgulho. E agora nós burlamos nosso interior; nosso emocional.
Nós decodificamos os sistemas mais complexos, nossos limites a serem ensinamentos, e nós quebramos qualquer barreira, somos violadores de leis divinas e primitivos covardes correndo atrás de facilidades. Nadando em centenas de artimanhas, bebidas, sexo, tratamento asco-interpessoal.
Eu vim para cá; eu da nova geração psíquica que nasci moldado, mimado por uma inteligência extrasensorial-colossal, eu que sou parte do resgate mental e social chamado “índigos” me sinto traído por Deus. Me alimentei de cada detalhe, eu observei cada reação, irreação psíquica, todas as linhas, tendências mentais, toda sensação contornante de mentes individuais e de mentes coletivas. Eu sou a testemunha mutilada. As mais potenciais mentes, mesmo elas; nada oferecem que senão uma auto-ascenção criativa capitalista.
Eu experimentei da linha científica seus tolos, eu fui melhor que vocês dentro de suas especialidades, eu em toda estrada provei grandiosos níveis de identificações, e dentro deles verifiquei todos, verifiquei tudo. A linha está perdida. Deus me traiu, Deus traiu os índigos, nos obrigou a fazer o trabalho deles através deste sofrimento corrompível de alma.
Eu não sou a babá, eu não cuido de seus filhos mal educados; eu não pari escórias da humanidade com o pretexto de ensinamento. Eu não prometi engrandecimento em pretexto de sofrimento excruciante. Deus é um traidor, Deus quer entrar na nossa felicidade com glória e no nosso sofrimento com glória. Ele não faz nada, ele não passa por nada... Ele é um sádico que impôs limites e assiste essas bilhões de versões.
Essa pseudo justiça de que mesmo que alguns sofram, morram de fome, gritem, se matem, há amor.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Dançando balé na guerra homo.
Fiz promessas à Deus e não a mim,
sobre como dessa vez eu protegeria nossas terras.
Eu tive que prometer umas 15 vezes quando quase apertava o gatilho.
Todo esse arsenal que era para ver seus pedaços pelos ares,
foi usado para destruir minhas próprias defesas. Um auto-kamikaze.
E me abrir, e abater meu indestrutível exército.
Com o resto, conto em "bem me quer, mal me quer" lançando-os ao fundo do poço.
Eu nasci nas entranhas masculina; da dobrada guerra sexual masculina.
Onde somos armas em forma de ego, onde somos bombas nucleares em forma de orgulho.
Onde cada lágrima é uma nitroglicerina.
Onde cada palavra é um sentimento de manipulação.
Eu prometi que dessa vez não iria machucar, não teria choro, não teria abandono.
(Não mais uma vez...)
Eu seduzi minha mente à não-negligência.
E eu abafei qualquer tendência à morte instantânea.
Eu nasci moldado por desprazeres emocionais, e bebendo da fonte envenenada sexual.
Onde cada corpo que tomei era um vazio para preencher com as lágrimas da minha alma.
Onde cada beijo que dei era uma distração da singelidade da nossa identidade.
Onde cada pegada que ousei foi instintivamente contrária ao meu senso generoso.
Eu nasci das entranhas femininas, da suavidade e do otimismo.
Onde cada sorriso pode ser inútil e totalmente aquecido.
Onde cada visão tem uma estrutura primariamente bondosa, anti-obscura.
Onde meu interesse vira um labirinto e meus pés se perdem antes mesmo de começar a andar.
Nasci com meu arsenal masculino destruindo o feminino;
virei um homem, um rígido,
agora meu arsenal feminino tenta destruir as falhas do masculino.
Mas não dessa vez, vou proteger nossas terras, cultivar elas juntas.
Bem me quer, mal me quer, armas masculinas, armas femininas...
terça-feira, 3 de junho de 2008
Inexistir feliz
Não estou afiando idealismos, nem me exercitando na academia dos conceitos.
Eu estou relaxando na minha dor, no meu sofrimento, acostumado já se tornaram almofadas, petiscos e vinho.
Enquanto medito para o existencialmente vago o porquê desta ramificação restrita.
Estou um pouco perdido ainda no nosso amor destrutivo e também me encontrando no mundo recreativo.
Passo de salão a salão nestes empecilhos inúteis.
Eu estou apenas sofrendo e sorrindo verdadeiramente, e isso já deixou de ser um paradoxo.
Está trovejando num céu limpo. E gritos no paraíso ecoam e soam em sua natureza desesperada, mas tão calmos.
Essa visão do relaxamento, onde minhas dores agudas não são mais dores.
Então tudo é normalizado.
Não há mais pressão, minhas escritas já não necessitam ser as melhores.
Elas crescem e regridem, de fase em fase experimentam casulos e restrições.
Elas diminuem meu complexo, elas aumentam a liberdade, mesmo banais.
Lágrimas são goteiras do meu teto partido, e não é nada, pois chove realmente muito lá fora, e chove mesmo, realmente muito lá fora.
Não quero mais amar como eles amam.
Nem seduzir como eu seduzia.
Nem sabotar solidariamente.
Nem ter visões de como se vive.
Nem provar os 200%.
Eu quero inexistir feliz.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Perfil 2008
Eu nasci assim e ser infeliz é viver igualmente, então ao menos ser original com minha natalidade não é inferior, óbviamente é agora que você descobre que sua risada não é superioridade.
Eu prometo a você parar com meus lamentos a medida que você estancar seus otimismos, eles não ganham troféus de atratividade contra meu negativismo;
já parou pra ver que felicidade não é uma competição?
E olhe! Estamos todos vivos, e com armas.
Se você encontrou seus limites não freie os meus; eu apenas sigo a expansão que o averte com desgosto; mas este é meu caminho, além de onde o convidaram pra chegar.
Quando você e sua neurose limpam o chão é que eu lembro que nasci para sangrar um pouco ~ e não me preocupo de pisar em vidros, a paisagem vai longe, e quando chego lá sempre tem outra paisagem para chegar.
Isso não precisa ser um ciclo, eu consigo descansar e fazer nada, ser um ponto vago que odeiam e também me odiar um tanto.
Eu conto para os outros que sou praticamente virgem com 20 anos, e isso não me assusta, o que me assusta é ter que mentir por conta dessa sociedade; que na brincadeira de esconde-esconde eu nunca a consegui achar. (E também nem sei onde me escondi)
Eu odiei budistas, eu adorei espíritas; eu odiei espíritas, eu adorei budistas; conclusivamente eu sou masoquista ideológico.
A minha criatividade é sempre o bozo abrindo o mar vermelho para hienas sarcásticas atravessarem ou então um mártir hipotético competindo com Jesus; isso me deixa exausto, mas não sou bipolar.
Deus é grandioso, sexo é grandioso, Lula é grandioso, e todos eles tem algo em comum, nunca fizeram nada por mim, opa, e outra coisa - o bolsa família, só que o segundo caso requer um psiquiatra.
Eu tenho tantas escritas, tantas estradas diversas de emoções, do tipo "ingresso para uma loucura, racionalidade, melancolia temporária que era pra mim estar bem; só que eu descobri que minhas fotos, meu pênis, e uma academia tiraram o troféu de mim, o hilário foi eu ter tirado terceiro lugar.
Quem ficou em segundo?
Não estou mais me vendendo, ou me colocando em leilões para reconhecerem meu valor, agora estou me comprado de volta. Por favor, pense na devolução pra mim não gastar meu dinheiro.
Sim, eu sou um Deus da escrita, um Deus da percepção, sou um Deus da mentalidade geral, mas adivinhe, eu não acredito em Deuses.
Leu até aqui? Então provavelmente já estou apaixonado por você.
Venha, me abrace, sem malícia, somos amigos, é homem me toque, é mulher me beije, e esteja livre;
pois pra mim não existe medo, só existe desconhecido, então apareça.
Sim! Eu pareço ou sou aqueles merdas intelectuais nada atrativos; mas pessoalmente você pode conhecer alguém mano, gay, macho, marucinho e etc...
não se preocupe, eu escolho por você.
Pode mentir pra mim, sinta-se à vontade, me engane, seja hipócrita, pois eu saberei disso 10 décadas antes - você vai adorar se assustar com minha hipersensitividade.
Se desejar eu a abandono por você; talvez assim possamos ser felizes. Ou então no máximo só você poderá ser.
E é claro que você vai se infiltrando na minha cognição, mas eu facilmente posso amar assim também. *No worries*
Eu apenas ando sozinho, e já descobri que a pior solidão é ser "inteligente", e "vegetariano".
Vegetariano? Como assim?
Ué, todos adoram inferiorizar um vegetariano, porque essa humildade já é automaticamente agressiva, então logo somos patéticos e chatos com suas caretices e seus sensos moralistas brochantes, não é mesmo?
Ultimamente eu tenho trocado minhas fotos, pois as bonitas magnetizavam 80% de caras casados atrás de mim.
Alô? Viram como eu não era tão bonito?
Mas ainda continuo tendo uma bela bunda, que ta caindo por causa do video-game, jogo demais.
Mas não adianta, não vou dar ela...
...Hum... quem sabe por 5 mil reais?! Ta.... Ta... 500 - to precisando de grana, sabe como é... jogos custam caros.
E cuidado, chantagea-los também poderia ter sido uma fonte monetária; mas olha, nunca anulei essa opção.
Então dêem o fora?!
Ou melhor - Novas fotos = repelente.
Mulheres - andam me assustando; cada dia que passa elas são mais inteligentes, mas necessitam de mais coisas. E faz uns 2 anos que já não sou mais tendencioso a ser um terreno, um mural ou um suporte. Eu vi meu pai, eu vi meu tio, meus primos, todos num ciclo tão encubado a isso, mas chega, não me enojem com isso.
Troca de carinho por sexo, de atenção por sexo, de arquétipo por arquétipo?
Alô? Tu... tu... tu.. tu...
Esse celular está desligado ou fora da área de serviço.