terça-feira, 17 de março de 2009

Explosão supernova

Apertado em mim nem posso lembrar do tempo que a fotografia da noite me trazia as estrelas.
Mesmo pregado no colchão que navega nas ondas de uma piscina escura; com meu chakra terceiro-olho virado para Antares.
Meus olhos estão borrados com suas defesas, minha respiração rasgada com suas estratégias.
Era importante procurar uma saída de vocês; agora nem consigo sair de mim.

Por ti encontro um caminho mútuo,(obrigado) lembrando da nossa identidade primordial.
Que se apagava nas restrições desse corpo, desses corpos, desse ar.
Por que quando fomos brincar de esconde-esconde nos perdemos dos nossos amigos nessa terra? Tínhamos o universo inteiro para nos esconder.
Somos pequenos tolos, curiosos pelos humanos e detidos nesta armadilha.
(Terra; redonda; grande maçã, fruto proibido)

Tu nota comigo como estamos fragmentados? Nossos dedos estão tão distantes do nosso centro.
Eles tocam objetos externos, para quê, se de quando éramos “tudo” e “todo tempo”. Estrelas irmãs.
Minha estrela irmã volte para dentro do meu corpo, não se separe mais.
Tragado pelo “humano” paraliso em não ser suficiente a te oferecer nada.

Assistimos eles se destruírem; assistiremos eles se amarem.
Estaremos intrigados por nossa dissociação disto, atritando com questionamentos da micro-intensidade destas bolhas.

Você escuta nossa mãe supernova nos chamar? Interligamos-nos-a com palavras.
(Por que estamos sendo tolos?)

Em qualquer realidade, ou qualquer fantasia, qualquer prato abstrato, qualquer dor concreta, qualquer beliscão de sonho, qualquer corpo-corpo trocando suores... você me assiste voltando para a nossa origem.
Ataca-me para não ter pressa, e segura meu corpo que disritma a respiração.

“Como ousa? Como ousa? – Avançar tão rápido. Você não nos ouve.”
E ela me atrai, como em um magnetismo flutuante.
“Por onde vou? O que eu aproveito mais aqui? – Você já foi?”
Eu já não ouvi esta frase. Mal lembro das outras.

Desta trajetória ramificada; há um corpo abandonado com meus resquícios somado a brilhos lunares.
Ficou e permaneceu um corpo com pequenas fagulhas interestelares; rapsódia dos anjos e brinquedo de demônios.
Ficou aqui com você um rastro biológico da calda de uma estrela.

Partindo do Marcos, uma eterna explosão supernova.
Linear, deste corpo ao universo.
Como sendo meu amor; use-me como ponte...
Até a nossa mãe.