Minhas células procuram tréplicas para as réplicas de suas células iradas e exaustas.
E o vermelho sobe através do nervosismo estático de mais uma guerra de lembranças.
E vem seu fechar dos olhos, o escuro, somado ao silêncio e o esquecimento é jogado e um baú é lacrado.
Não há divindade que o abra, ou sabedoria que tire suas poeiras esquecidas.
Aos seus ouvidos fica mais alto o som dos lobos que dançam pelas estradas lá fora. E dos cordeiros que dão gargalhadas altas e sorrisos enaltecedores.
Então sou consumido, pelo vazio e pelo rótulo, do fácil escaldado. Que me denigre a identidade.
E sou gravado em uma lápide, e lapidado em um mandamento fatalista, e apenas extinguido.
Tudo que foi gasto, não foi gasto. Foi movido, para outra esfera de interesse ambíguo.
Destas fases malévolas, que procura ora quantidade, ora qualidade, e se transfere nessas oscilações repetitivas. Clichê de mundo prático.
Tudo que foi gasto, não foi gasto. Foi movido, para outra esfera de interesse ambíguo.
Destas fases malévolas, que procura ora quantidade, ora qualidade, e se transfere nessas oscilações repetitivas. Clichê de mundo prático.
Não há fuga, sou uma coisa, sou um louco, sou o fim dessa estrada, sou uma conclusão.
E essa é a sua escolha.
E essa é a sua escolha.
Se me cortasse, meu sangue sairia preto, pelos glóbulos negros de seu inevitável desprezo.
A escolha fixa.
Qualquer movimento é uma ameaça, e qualquer retração é uma covardia.
Qualquer palavrão é um vilão, e qualquer educação é submissão.
Qualquer respiração é uma invasão, e qualquer esquecimento é resignação.
Qualquer abandono é mártir, e qualquer aproximação é incômodo.
Qualquer abandono é mártir, e qualquer aproximação é incômodo.
E qualquer ódio é amor, e qualquer amor é ódio.
Como eu poderia? Como eu poderia me mover?
Como eu poderia? Como eu poderia deixar de ser isso?
Como eu poderia? Como eu poderia me mover?
Como eu poderia? Como eu poderia deixar de ser isso?
Como eu posso inverter? Como eu posso provar? Como eu posso voltar?
Como eu poderia perdoar e ser perdoado?
Tudo apenas substituído por trocar e ser trocado.
E nada importa, meu viver, meu ver, meu sentir, meu ser.
E nada importa, minhas escolhas, minhas atitudes, minhas palavras, minhas dores.
Tudo apenas substituído por trocar e ser trocado.
E nada importa, meu viver, meu ver, meu sentir, meu ser.
E nada importa, minhas escolhas, minhas atitudes, minhas palavras, minhas dores.
E nada importa, arrependimentos, devastações, procuras, coragem, ousadias.
E ninguém importa, e ninguém se importa......
Por que não há justiça......
Tudo segue....., como mais um dia a ser esquecido.
A eu ser esquecido....
A você ser esquecido....
A eu ser esquecido....
A você ser esquecido....