Alimento-me do seu vazio e da sua inércia, do ócio e da preguiça. Anulo suas fontes e sugo seus resquícios. Apago as suas virtudes e espremo o seu crescimento:
“Por favor, me deixe sair daqui, eu não mereço isso, eu não devia passar por isso. Quais são os carmas que tenho que saciar? Por favor, os adie, eu não suporto mais. Os coloque em eras e eras, posteriores, não criem este imenso nó; minha identidade.”
Meu nome é Naia, eu sou a rainha do frio e da rigidez, do flexível estático que vira estilhaços se tocado, eu tenho a forma de uma linha, não abraço e nem contorno, não circulo e não abranjo.
Alimento-me de seus ataques e suas defesas, do seu silêncio e suas táticas. Anulo sua abertura e sua receptividade. Apago suas oportunidades e suas possibilidades:
“Quanto tempo ainda falta para chegar lá? Horas e horas, tintas e tintas, palavras sob palavras; isso é exaustante. Dígitos e mais dígitos, apresentáveis em capitalismo, para alcançar vida e o verde, (o tempo e o dinheiro). Faça isso para ser isso, e adorne esses pêndulos de forças estatuais.”
Meu nome é Nostari; eu sou o a natureza e a essência, o ponto geratriz de cada gerações, o fixo e imutável, que segura e prende, no carma encravado.
Alimento-me de seus pés, ou da sua altura; da sua cor e de seu penteado. Acrescento suas invejas e seu impossível. Adiciono sua eternidade e o ponto mortífero:
“Todas essas marcas, trilhas e pessoas, compras e calorias, saiam de mim!! Eu grito e ecoa, mesmo som, mesma cordas vocais, saiam de mim!!! Meu corpo troca de peso, e eu ainda peso o mesmo. E egos e orgulhos, sorrisos e lembranças, para quê?! Saiam de mim!!!”
Meu nome é Rafieri; sou o recomeço e o nascimento; o castigo do novamente, do previsível e repetido.
Alimento-me de repetições sob seus cansaços. Trago a vida movimentada para o seu medo, do espelho temporal. Tempo que é tempo, no mesmo ciclo, hedonismo faminto, faça de novo, e de novo, e sobreviverás:
“Chega!Meu corpo queima, minha garganta seca; meu amor se desgasta. As colheres números infinitos, me vêem à boca; eu tenho que passar por isto para sobreviver? E de novo, e de novo, e reciclado. Sob meu papel, meus pequenos personagens, em cada situação, de novo e de novo. Vamos recomeçar? Vamos reiniciar? Para de novo e de novo, de novo e de novo.”
Meu nome é Suiara; eu sou a imperatriz dos fatos, do concreto e do acontecimento, da moção, da moção, da moção.
Eu pressiono o seu tempo e limito seu limite. Para ocorrer e atiçar.
Alimento-me da corrida, da pressa e dos recordes.
Anulo seu luxo e seu relaxo:
“Eu quero descansar. Sim, eu passo horas, eu passei horas, numa cama, numa cama, convalescente; com o travesseiro sob os olhos livres sobre o nariz. Me deixe aqui para sempre, pare de me puxar, eu quero estas horas sob o escuro, eu quero esse silêncio e essa catatonia. Pare de me puxar..., pare.”
Alimento-me da sua inveja e do seu parar. Do seu atraso e do seu retrógrado, das suas falhas e das suas derrotas.
Anulo as suas paredes e seu individualismo, o seu casulo e sua proteção:
“Eu os vejo, todos correndo lá foras, avançados, acima de mim; e meu estômago aperta. Eles adquirem e eu enervo, e eles consistem de uma felicidade tão natural, e eu fico para trás.
Aqui, não há o que fazer, e nada acontece...; e eles proporcionam novidades, e criatividades e eu nem sei como disso nasce sobrevivência.
Seus esforços remunerados, o que é isso? Como funciona? Gera mesmo um sistema? E todos simbolizam, meu esquecimento e meu invisível. Eu irei me matar.”
Meu nome é Marcos; eu? A guerra e o pacífico; o infinito no finito, a variável dentro de um número (e não oposto).
Alimento-me do nada, e este nada se alimenta da realidade. Alimento-me também de semi-Deuses.
Anulo a mim, e a mim. Adiciono eu e eu, tijolo por tijolo na construção irresultante.
Acrescento o distorcido construtivo, e a construção distorcida.
Tudo que pertence a vocês é meu, e tudo que é de vocês sou eu:
“Eu vi as suas lágrimas escorrerem somente de minha face. E seus aprendizados é minha paralisia, por que eu não preciso e não devo, e não tem o porquê. Vocês são contínuos e crescentes, crescem no sistema deles, e me alimentam de seu fim. Felizes e felizes contíguos; e várias faces da mesma moeda.
Suas trajetórias são meu alimento, e suas histórias minhas bebidas.
Pequenos e retidos, contidos e auto-consultantes em suas identidades.
Não varia e não varia, e apetece as reencarnações famintas.
De suas escadas lentas eu sou a testemunha...
E de seus fragmentos eu sou a junção total.
Sou o resultado de eras, o indício de seu começo, meio e fim.
O que vocês se tornarão...”
Nosso nome é...