quarta-feira, 11 de junho de 2008

Dançando balé na guerra homo.

Estou recolhendo meu arsenal...

Fiz promessas à Deus e não a mim,
sobre como dessa vez eu protegeria nossas terras.
Eu tive que prometer umas 15 vezes quando quase apertava o gatilho.

Todo esse arsenal que era para ver seus pedaços pelos ares,
foi usado para destruir minhas próprias defesas. Um auto-kamikaze.
E me abrir, e abater meu indestrutível exército.
Com o resto, conto em "bem me quer, mal me quer" lançando-os ao fundo do poço.

Eu nasci nas entranhas masculina; da dobrada guerra sexual masculina.
Onde somos armas em forma de ego, onde somos bombas nucleares em forma de orgulho.
Onde cada lágrima é uma nitroglicerina.
Onde cada palavra é um sentimento de manipulação.

Eu prometi que dessa vez não iria machucar, não teria choro, não teria abandono.
(Não mais uma vez...)
Eu seduzi minha mente à não-negligência.
E eu abafei qualquer tendência à morte instantânea.

Eu nasci moldado por desprazeres emocionais, e bebendo da fonte envenenada sexual.
Onde cada corpo que tomei era um vazio para preencher com as lágrimas da minha alma.
Onde cada beijo que dei era uma distração da singelidade da nossa identidade.
Onde cada pegada que ousei foi instintivamente contrária ao meu senso generoso.

Eu nasci das entranhas femininas, da suavidade e do otimismo.
Onde cada sorriso pode ser inútil e totalmente aquecido.
Onde cada visão tem uma estrutura primariamente bondosa, anti-obscura.
Onde meu interesse vira um labirinto e meus pés se perdem antes mesmo de começar a andar.

Nasci com meu arsenal masculino destruindo o feminino;
virei um homem, um rígido,
agora meu arsenal feminino tenta destruir as falhas do masculino.

Mas não dessa vez, vou proteger nossas terras, cultivar elas juntas.
 Bem me quer, mal me quer, armas masculinas, armas femininas...

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