sábado, 28 de junho de 2008

Deus é traidor

 Iniciamos numa era adjacente de capitalismo, somos contornados por marketing e por todas profusões regentes humanas, que tem base no inconsciente profundo; estes símbolos primitivos, de interesses que nascem quentes, e se transformam em nosso objetivos pequenos. Frágeis e instáveis detidos por nossos sentimentos; e este emocional é a razão primordial que salvava a humanidade da calamidade.
  Atualmente temos o novo orgulho; a auto-manipulação e domínio pessoal, onde a glória é gerar as mais fortes defesas, e criar estes personagens que são barreiras imensuráveis para sustentar a alimentação obscura do nosso ego e orgulho. Nós humanos burlamos sistemas, nós corrompemos todas nossas linhas dignas, nós hackeamos computadores, nós damos golpes em inocentes, nós sabotamos nossos amigos profissionais, nós lavamos dinheiro e criamos uma imagem política para roubar nosso povo, sem nenhum arrependimento, e com orgulho. E agora nós burlamos nosso interior; nosso emocional.
  Nós decodificamos os sistemas mais complexos, nossos limites a serem ensinamentos, e nós quebramos qualquer barreira, somos violadores de leis divinas e primitivos covardes correndo atrás de facilidades. Nadando em centenas de artimanhas, bebidas, sexo, tratamento asco-interpessoal.
Eu vim para cá; eu da nova geração psíquica que nasci moldado, mimado por uma inteligência extrasensorial-colossal, eu que sou parte do resgate mental e social chamado “índigos” me sinto traído por Deus. Me alimentei de cada detalhe, eu observei cada reação, irreação psíquica, todas as linhas, tendências mentais, toda sensação contornante de mentes individuais e de mentes coletivas. Eu sou a testemunha mutilada. As mais potenciais mentes, mesmo elas; nada oferecem que senão uma auto-ascenção criativa capitalista.
Eu experimentei da linha científica seus tolos, eu fui melhor que vocês dentro de suas especialidades, eu em toda estrada provei grandiosos níveis de identificações, e dentro deles verifiquei todos, verifiquei tudo. A linha está perdida. Deus me traiu, Deus traiu os índigos, nos obrigou a fazer o trabalho deles através deste sofrimento corrompível de alma.
  Eu não sou a babá, eu não cuido de seus filhos mal educados; eu não pari escórias da humanidade com o pretexto de ensinamento. Eu não prometi engrandecimento em pretexto de sofrimento excruciante. Deus é um traidor, Deus quer entrar na nossa felicidade com glória e no nosso sofrimento com glória. Ele não faz nada, ele não passa por nada... Ele é um sádico que impôs limites e assiste essas bilhões de versões.
 Essa pseudo justiça de que mesmo que alguns sofram, morram de fome, gritem, se matem, há amor.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Dançando balé na guerra homo.

Estou recolhendo meu arsenal...

Fiz promessas à Deus e não a mim,
sobre como dessa vez eu protegeria nossas terras.
Eu tive que prometer umas 15 vezes quando quase apertava o gatilho.

Todo esse arsenal que era para ver seus pedaços pelos ares,
foi usado para destruir minhas próprias defesas. Um auto-kamikaze.
E me abrir, e abater meu indestrutível exército.
Com o resto, conto em "bem me quer, mal me quer" lançando-os ao fundo do poço.

Eu nasci nas entranhas masculina; da dobrada guerra sexual masculina.
Onde somos armas em forma de ego, onde somos bombas nucleares em forma de orgulho.
Onde cada lágrima é uma nitroglicerina.
Onde cada palavra é um sentimento de manipulação.

Eu prometi que dessa vez não iria machucar, não teria choro, não teria abandono.
(Não mais uma vez...)
Eu seduzi minha mente à não-negligência.
E eu abafei qualquer tendência à morte instantânea.

Eu nasci moldado por desprazeres emocionais, e bebendo da fonte envenenada sexual.
Onde cada corpo que tomei era um vazio para preencher com as lágrimas da minha alma.
Onde cada beijo que dei era uma distração da singelidade da nossa identidade.
Onde cada pegada que ousei foi instintivamente contrária ao meu senso generoso.

Eu nasci das entranhas femininas, da suavidade e do otimismo.
Onde cada sorriso pode ser inútil e totalmente aquecido.
Onde cada visão tem uma estrutura primariamente bondosa, anti-obscura.
Onde meu interesse vira um labirinto e meus pés se perdem antes mesmo de começar a andar.

Nasci com meu arsenal masculino destruindo o feminino;
virei um homem, um rígido,
agora meu arsenal feminino tenta destruir as falhas do masculino.

Mas não dessa vez, vou proteger nossas terras, cultivar elas juntas.
 Bem me quer, mal me quer, armas masculinas, armas femininas...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Inexistir feliz

Hoje eu estou calmo, minha ansiedade lateja lá no fundo, porém forte e distante..
Não estou afiando idealismos, nem me exercitando na academia dos conceitos.
Eu estou relaxando na minha dor, no meu sofrimento, acostumado já se tornaram almofadas, petiscos e vinho.
Enquanto medito para o existencialmente vago o porquê desta ramificação restrita.

Estou um pouco perdido ainda no nosso amor destrutivo e também me encontrando no mundo recreativo.
Passo de salão a salão nestes empecilhos inúteis.

Eu estou apenas sofrendo e sorrindo verdadeiramente, e isso já deixou de ser um paradoxo.
Está trovejando num céu limpo. E gritos no paraíso ecoam e soam em sua natureza desesperada, mas tão calmos.
Essa visão do relaxamento, onde minhas dores agudas não são mais dores.
Então tudo é normalizado.

Não há mais pressão, minhas escritas já não necessitam ser as melhores.
Elas crescem e regridem, de fase em fase experimentam casulos e restrições.
Elas diminuem meu complexo, elas aumentam a liberdade, mesmo banais.

Lágrimas são goteiras do meu teto partido, e não é nada, pois chove realmente muito lá fora, e chove mesmo, realmente muito lá fora.

Não quero mais amar como eles amam.
Nem seduzir como eu seduzia.
Nem sabotar solidariamente.
Nem ter visões de como se vive.
Nem provar os 200%.

Eu quero inexistir feliz.