sábado, 20 de dezembro de 2008

Formatado\Resetado

Um compasso acelerado, em uma imagem em câmera lenta.
Fotos, diálogos, trilhas, visões, marcas, sensações, medos...
Sendo apagado.

Minhas impressões digitais vitais, minhas barreiras, minhas defesas.
Minhas crenças, minhas lamúrias, meus amores, minhas memórias.
Sendo irrelevadas.

Existe o escuro, a sensação de um colchão nas minhas costas; um cobertor entrelaçado nas minhas pernas. O tom da sua voz me consome; tendo meu sorriso bobo como particípio.
Tão elevado que tudo que já foi de mim um dia é descartado, sem hesitação.

Minhas intensas horas, minhas projeções futuras, meu diferencial, minha especialidade.
Meus aniversários, minha família, meus exageros, minhas representações, meus símbolos.
Não posso mais conservá-los.

Uma palavra, um apagar.
Descorrer de sua voz, eterno silêncio de mim.

Frustrado e preenchido de arrependimento; por que gerado este reflexo, tudo que um dia fui é pequeno, desperdício do que eu podia de mim.

Amor, sofrimento, Deus, psicodelismo, universo, pânico.
Suaves, sutis e brandos.......................... agora.
Se tornam regras leves... repita sua risada mais uma vez para mim?

Lágrimas excomungadas, exigências negligenciadas.
Repita, repita sua risada mais uma vez para mim?
Repita mais uma vez sua risada para mim?

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