Esse blog é pessoal; despejo da minha visão, seja racional, emocional, psicodélica, sempre atualizado pelo que estou passando no momento; o importante é que minha visão é exclusivamente peculiar. Sou descritivo, reparador, desenvolvedor, depurador, elaborador. Provavelmente este blog será para projetar e encaminhar para situações, soluções, intrigas e expansões pessoais. Serve de direcionamento, atalho, organização e arquivamento (evitando assim perda).
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Fim
Um telefone público engatinhava pela areia, para alcançar as pernas do incrível chorador.
O castigo poeta da distonia doce, de uma personalidade quebrada unida em falsos valores.
Um magnetismo minúsculo, a ungir pedaços de histórias, micro-vertigens para neurônios confusos.
Os lobos caçavam o medo das lebres, presos no ciclo de um típico instinto natural.
A lua descia, e subia, 180 vezes. Os sons do peixes voadores, das gaivotas agressivas, acompanhantes de toda uma vida.
Ao esquecimento, ao adiante, ao mundo entorpecente; às sensações que escorrem, para longe, distante, coerentes e pré-sadias.
Os órgãos urbanos, a respiração do cimento e as artérias com óleo revivendo elevadores.
O bucólico sentido, rústico ao tecno, techno ao rústico, adeus neste denso.
Sendo absorvido, por um notório mundo, totalmente neutro e totalmente todo.
Parte do corpo, parte do espírito, cabos e redes, sons e batidas, dentes imundos, fluídos intensos.
Cada parte de si, incompleta pra sempre, catando e garimpando vários sentidos.
Pequeno ele vai, pra um caminho espelhado, e meu eterno amor, não foi apagado.
Batizo as eras, outrora outras vidas, sem drama, sem fome, entranhas corrompidas.
O gélido e pálido, no primitivo apagado, o mais amplo esquecido, no infantil do espaço.
Deus que entorna almas esquecidas, da singela solidão transforma o aprendizado de uma vida.
Eu vou para um caminho, sozinho; paciente e desconcertado. Aquilo tudo que vejo, xadrez.
Peças do jogo, jogo criado pelo medo do gay espantalho. E corvos em volta, caem na tentação.
Adeus meu amor, Adeus meu calor,
Sou peregrino, da verdade incompleta.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Faces fáceis fazeis.
Ser humano simbiótico do café, e sentir-me atraído por pessoas feias por compensações extras bastante óbvias.
Seres como animais porém treinados, lambujam-se em heterônimos extasiantes, todos estão com medo.
Nós, os espertos, manipulamos a imagem e a vida, fingindo-se jubilosos por trás de uma inveja de quem flui natural.
Camaleões que copiam a natureza. Nunca seremos, mas podemos nos disfarçar (eles não podem).
A dor verte de artérias espirituais, onde escorre o carma por lágrimas cansadas, e uma trajetória que nos conta que é isso que temos que aguentar.
Não há saída, e dentro desta prisão temos que gestar uma liberdade.
Expandindo vem de dentro, com um pavor apertado no pescoço, apontado pela ameaça arma vida, e os corajosos recorrem ao sacrifício; outros escolhem a lua e outros apenas escolhem o sol.
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Eu estou adornado, no sofá-relicário, das nossas memórias mais esquecidas.
Extraditado para um país distante, comprado pela luxúria. E como seu rosto derrete, nos meus dedos compridos; e gelam, o calor que me resta.
Eu abandonei uma vida por uma busca obssessiva, me jogo em drogas, bebidas e cigarros; e onde estou eu? Nada! Longe dos seus braços.
Meus olhos estão furados, para que eu não veja sua face novamente, e permaneça na lembrança, com a distância isenta da vergonha.
Deitada no berço a nova vida, fui, vou, irei. A caminho do mar, ao mar do esquecimento.
Das virtudes apagadas, dos sóis que borram os olhos, serenos na lápide do peito, lindo mármore de Adeus.
Adeus microogueras-macroguerras. Alcance seus sonhos mais profundos. Derrotando a nobre era, dos sonhadores mais fecundos.
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Canto noturno, ouvido por um surdo.
As folhas perdem árvores.
Adereços perdem eles.
A idade vem chegando, selecionando vigores à rigores.
Eles engatinham erudição, outros festejam morte.
Sombrio e borrado várias estrelas, apagadas num horizonte falho de um ângulo irrevelado.
Extratores convencem almas aos braços dos mensageiros do outro mundo.
A lua prateada envermelhece, nas mágoas de uma amaldiçoada criada.
E aqueles que carecem buscam, o alimento que lhes favorece.
A partida de Deus é antiga, para nosso submundo, traga para eles o Demônio de um hedonista lapidado.
As entranhas ficam apáticas, contornando o prazer dos sádicos que a paralisou.
Me busque dessa época, esquivando o apocalypse. Pois não há sequer perdão, de um humano desnecessário.
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Mãe, eu já vi, as lojas engolem pessoas.
Os bancos guardam seu sonhos.
O mar lampeja suas utopias.
Pai, eu já sei. Os índios não sabem ciência.
Os cientistas diminuem o universo.
As flores liberam os mortos.
Irmã, tu já me disse. Serpentes invadem as salas.
Carangueijo só anda de lado.
Anestesias aumentam a idade.
Irmã, conte mais uma vez.
Conjuntos são deslumbrantes.
Ombros não tem amigos.
"Caiu a ficha! Reveja o lembrete!"
Suba de novo, no degrau desmatado.
Destroce amores, afogue seus gados; feche os olhos e ore, por ser um renegado.
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Ganhei um presente, todo adulado, todo cheiroso, todo bonito; e todo charmoso, e todo novinho.
O papel resplandece, a corda fofinha, no colo quentinho, levinho, levinho.
É presente e "presente", e também "presente".
Realça e esbanja, brilha e acode, cura e sacia, ajuda e conforta.
É limpinho e clarinho, ajustado e querido. Vendi para o mundo, meu doce menino.
O "amigo "secreto?""
Raciona o âmbito!
Divino! O TEMPO! Quando meu era profundo.