Esse blog é pessoal; despejo da minha visão, seja racional, emocional, psicodélica, sempre atualizado pelo que estou passando no momento; o importante é que minha visão é exclusivamente peculiar. Sou descritivo, reparador, desenvolvedor, depurador, elaborador. Provavelmente este blog será para projetar e encaminhar para situações, soluções, intrigas e expansões pessoais. Serve de direcionamento, atalho, organização e arquivamento (evitando assim perda).
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Chou (Borboleta)
By Amano Tsukiko
No fundo do subterrâneo, eu continuava cavando um buraco
Sem saber aonde iria levar.
Com um ocular coberto de sujeira em uma mão,
Eu procuro pelo seu braço.
Desenhando juntas uma felicidade de colcha de retalhos, e costurando-a
Eu fui esmagada pela sua força.
Queimando, queimando,
As cicatrizes inapagáveis deixadas pelas palmas das suas mãos.
Abro uma fenda nas nuvens crepúsculas com minhas asas rasgadas,
Veja, eu posso flutuar melhor do que você pensava.
A eternidade com a qual sonhei enquanto confinada no meu casulo
Aonde levará a semente a florescer?
A manhã eventualmente virá trazer as trevas de volta para casa.
Apalpando para você pela luz da lua, sobrepondo e emaranhando com você,
Eu acredito que eu poderia me tornar seu verdadeiro esconderijo.
Queimado, queimado,
O lugar da nossa promessa que nunca irá retornar.
Corra através da terra mancha de preto com uma agonia rasgada
Veja, eu posso flutuar melhor do que você pensava.
Se você não pode me ouvir, mesmo que eu grite
Eu quero que você me destrua com as suas próprias mãos
Enquanto você ainda puder me segurar, querida.
Seus braços que me seguram
Se transformam em uma gentil poeira
Eu apenas olho para o céu, silenciosamente
Queimando, queimando,
As cicatrizes inapagáveis deixadas pelas palmas das suas mãos.
Abro uma fenda nas nuvens crepúsculas com minhas asas rasgadas
Queimado, queimado,
O lugar da nossa promessa que nunca irá retornar.
Veja, eu posso flutuar melhor do que você pensava.
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