Hoje eu estou calmo, minha ansiedade lateja lá no fundo, porém forte e distante..
Não estou afiando idealismos, nem me exercitando na academia dos conceitos.
Eu estou relaxando na minha dor, no meu sofrimento, acostumado já se tornaram almofadas, petiscos e vinho.
Enquanto medito para o existencialmente vago o porquê desta ramificação restrita.
Estou um pouco perdido ainda no nosso amor destrutivo e também me encontrando no mundo recreativo.
Passo de salão a salão nestes empecilhos inúteis.
Eu estou apenas sofrendo e sorrindo verdadeiramente, e isso já deixou de ser um paradoxo.
Está trovejando num céu limpo. E gritos no paraíso ecoam e soam em sua natureza desesperada, mas tão calmos.
Essa visão do relaxamento, onde minhas dores agudas não são mais dores.
Então tudo é normalizado.
Não há mais pressão, minhas escritas já não necessitam ser as melhores.
Elas crescem e regridem, de fase em fase experimentam casulos e restrições.
Elas diminuem meu complexo, elas aumentam a liberdade, mesmo banais.
Lágrimas são goteiras do meu teto partido, e não é nada, pois chove realmente muito lá fora, e chove mesmo, realmente muito lá fora.
Não quero mais amar como eles amam.
Nem seduzir como eu seduzia.
Nem sabotar solidariamente.
Nem ter visões de como se vive.
Nem provar os 200%.
Eu quero inexistir feliz.
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