Distante e contínuo, ele procura e encontra, sérias intenções de provar-se e mover-se;
Mas tropeça em sua dificuldade de crescer.
Então situa-se e permanece, se aloja e se acomoda, na queda e de volta, dentro de suas descobertas, fontes possíveis estratégias, e manipulações.
Com seu toque invisível, sutil puxa um laço, suave enlaça uma corda, imperceptível e silencioso, lhe dá um nó.
Encobre-se logo de seus medos, identifica suas costuras, retalha suas seguranças, e remenda sua solidão. Assim ele atormenta o seu convite, de uma paz instável, próxima aos seus olhos que chantageiam uma emoção.
Ele cresce porém rapidamente se apaga. Diante de qualquer um qualquer uma nova fuga, latejada em uma criatividade mórbida e uma impertinência aguda; que o corrói e o desgasta, pois o afasta, do ponto de origem que o atrai e o almeja.
Impulsionado por esta tendência, ele esquece o gosto e o tormento, de um cavaleiro de armadura que batalha, sem conhecer a dor e o amor.
Gerando-se de uma paranóia, ele contorna previsíveis fraquezas, saído quente de uma história, com pegadas de costas.
Ele se auto-distrai e se auto-encanta, empostado minguante a ser, parido de idéias alheias.
Ele se renova e renasce em cada dia, assim perde-se em seu cálculo, altamente codificado, cadeado e indecifrável, quase nulo, do que poderia ser.
Acompanhado de seus olhos que não lacrimejam, mas que choram através de sua cultura;
Cada lágrima levada pra longe em uma nota de uma nova música.
E enquanto é levado embora,
Empacotado em cada mente, (gracejado)
Injetado em cada semente, (implantada)
Leve e dormente, satisfeito e carente,
Arrastado para longe, em cada nota,
Ele é penitente,
Da força de se apagar,
Daquilo que o derrota.
Que o alterou a ser,
E cada sorriso ladrilha para ser,
Só mais uma nova vitória.
Esse blog é pessoal; despejo da minha visão, seja racional, emocional, psicodélica, sempre atualizado pelo que estou passando no momento; o importante é que minha visão é exclusivamente peculiar. Sou descritivo, reparador, desenvolvedor, depurador, elaborador. Provavelmente este blog será para projetar e encaminhar para situações, soluções, intrigas e expansões pessoais. Serve de direcionamento, atalho, organização e arquivamento (evitando assim perda).
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Mãos
Todo dia quando eu chegava só naquela casa quebrada, eu olhava todas as pequenas rachaduras.
Eu ficava feliz, pois dentro delas estava a nossa história.
Eu vi um pequeno inseto correr através do teto e eu segui até o momento que eu vi esta glória:
Nada nas minhas mãos, há nas minhas mãos. Toda nossa trajetória se aloja em meu coração.
Há nada nas minhas mãos. Embora meus olhos criam uma ponte até você.
E então nosso lar foi regado com as minhas lágrimas mais uma vez.
Eu sempre cultivarei, mesmo, mesmo agora que não existe mais.
Então eu retorno para dentro dos seus olhos, deitados em um colchão úmido gerando nossa fortaleza.
Ninguém entenderia, e ninguém entende o que é:
Nada nas minhas mãos, há nada nas minhas mãos. Mas existem ecos nestas paredes que soam nossas palavras de amor.
Nada nas minhas mãos, mas elas esperam algo; algo que eu não posso mais encontrar.
Então uma constelação desce pela minha espinha. Nada nas minhas mãos.
Eu deixo mais uma vez este lugar, mas isso não significa, não significa que ele me deixa.
Passo à passo de distância eu atravesso as eras que estive com você.
E vou sumindo para nosso compasso girando em um ângulo maior.
Nossa distância gera um círculo, e o que era nós dois ficou no centro até nosso fim.
Nada nas minhas mãos, há nada nas minhas mãos. Eu não pude segurar a estrada que você desapareceu.
Nada nas minhas mãos; para onde foram suas pegadas eu jamais requisitei novamente saber.
Então eu baixei a cabeça e virei as costas. Nada nas minhas mãos.
Eu sei que você visitou minha casa nas férias, mas eu estou aqui, eu permaneço só aqui, eu existo só aqui.
Eu ficava feliz, pois dentro delas estava a nossa história.
Eu vi um pequeno inseto correr através do teto e eu segui até o momento que eu vi esta glória:
Nada nas minhas mãos, há nas minhas mãos. Toda nossa trajetória se aloja em meu coração.
Há nada nas minhas mãos. Embora meus olhos criam uma ponte até você.
E então nosso lar foi regado com as minhas lágrimas mais uma vez.
Eu sempre cultivarei, mesmo, mesmo agora que não existe mais.
Então eu retorno para dentro dos seus olhos, deitados em um colchão úmido gerando nossa fortaleza.
Ninguém entenderia, e ninguém entende o que é:
Nada nas minhas mãos, há nada nas minhas mãos. Mas existem ecos nestas paredes que soam nossas palavras de amor.
Nada nas minhas mãos, mas elas esperam algo; algo que eu não posso mais encontrar.
Então uma constelação desce pela minha espinha. Nada nas minhas mãos.
Eu deixo mais uma vez este lugar, mas isso não significa, não significa que ele me deixa.
Passo à passo de distância eu atravesso as eras que estive com você.
E vou sumindo para nosso compasso girando em um ângulo maior.
Nossa distância gera um círculo, e o que era nós dois ficou no centro até nosso fim.
Nada nas minhas mãos, há nada nas minhas mãos. Eu não pude segurar a estrada que você desapareceu.
Nada nas minhas mãos; para onde foram suas pegadas eu jamais requisitei novamente saber.
Então eu baixei a cabeça e virei as costas. Nada nas minhas mãos.
Eu sei que você visitou minha casa nas férias, mas eu estou aqui, eu permaneço só aqui, eu existo só aqui.
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