“Eu não quero ir pra casa,
nem voltar para um assassino lento.”
“Ele tossia na rua,
e procurava seu dono recortando sombras de silhuetas em 20 segundos fixos.”
“Uma das garagens de uma casa continha três sussurros,
um completando o outro numa cumplicidade com crueldade que invejava.”
“Do outro lado da cidade como juiz esperava qualquer bajulação,
para marcar qualquer sentença de ego; e saía instantâneo.”
Nem lágrimas nem sorrisos para definir o final de alguns dias...
(Ele era louco...)
Era incompreensível como ele caminhava lentamente sobre passos largos.
E como enxergava pessoas com a cabeça baixa.
E via seu sangue refletido nas espadas de eras medievais.
E engolia o pó da primeira descida de uma montanha russa velha.
Sentir pena do mais lindo dos seres.
Da casa pros braços de um assassino lento.
Já não há mais escolhas...
Um segredo foi contado..., para o fim.
Uma mística vazia, da morte dele, pra alguns pais.
Que nem o conhecem, enigma sob o silêncio.
Um túmulo, um suspiro, uma lembrança... várias culpas.
4 dificuldades e ele já se sente exausto.
5 e ele já é um desistente.
Por dois meses ele é um abandonador.
Por três meses ele é um vingador.
Por quatro meses ele é um assassino.
Por cinco meses ele é o melhor.
10 pesadelos e meu sistema nervoso está sobrecarregado.
As pernas levantaram meu corpo da cama como se fosse 20KG a menos (senti perfeitamente).
+ 4 pesadelos e suportar é uma dádiva, e também uma crueldade divina.
Sonhos tão concretos para a minha mão retornam para o ventre da utopia.
Esqueça os personagens de prazeres menores enquanto volta para casa em tobogãs oculares.
Eu revi amigos e horizontes...
Crianças subindo numa árvore...
E dormindo sobre alguns contos...
Não teria como dizer pra nenhum agora:
Sempre esperava o belo, inteligente, quente, e amigável.
Se abandonasse.
Seria um erro puramente “eu”, de qualquer um.
Mas essa era a intenção.
Esse blog é pessoal; despejo da minha visão, seja racional, emocional, psicodélica, sempre atualizado pelo que estou passando no momento; o importante é que minha visão é exclusivamente peculiar. Sou descritivo, reparador, desenvolvedor, depurador, elaborador. Provavelmente este blog será para projetar e encaminhar para situações, soluções, intrigas e expansões pessoais. Serve de direcionamento, atalho, organização e arquivamento (evitando assim perda).
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Caminhada
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Diferença
Eu preciso realmente ir ali e baixar o volume, ou apagar a luz... e permanecer por mais tempo onde nunca estive antes; à medo de preservar isto de qualquer tipo de morte.
E é tão óbvio, se os barulhos me desnorteavam e perdido não sabia aonde ir, agora com o silenciado ex-tumulto a perdição não ouve nenhum caminho, de qualquer forma.
E da minha natureza emerge a verdade da estagnação fatal, seja na tecnologia ou no parque; sons de guitarras ou pássaros.
Tenho pavor e fascínio, raiva e admiração do que eu sou.
Pena e identificação, dessa cruz que não é de madeira, é silenciosa e invisível, numa minúscula vida diante do nada e da cegueira.
Ele estava do meu lado, quente e com olhos fechados, e a textura de sua boca não era o terreno do meu namorado, era atípico e fragmentado, e suas mini-energias se ramificavam, e minha intuição surfava nestes micro-pedaços, e conhecia esferas de outras vidas e outros pensamentos; nós nunca estaríamos juntos, e mesmo assim te sexualizei para ousar qualquer autodestruição. É minha forma de estar sempre contigo, mesmo distante, ousamos além das infinitas regras que todos seguiriam e além do pânico de nossos pequenos corpos.
Em sigilo compartilhamos a morte da nossa vida, e apagamos qualquer crescimento unido; pois quando ele não está saltando defeitos está saltando medos, e se afastando de qualquer descontrole.... Eu também estou traumatizado agora, e não te agradeço.
Depois que entreguei minha alma a ti, nenhuma lágrima escorreu mais do meu rosto; desculpe te dar tanta carga, mas era minha salvação, e eu te usei.
O filtro existencial de uma mente; era tão solitário aqui, era tão sufocante, era absurdamente insano, e ao mesmo tempo tão consciente, da leveza e calmaria dos outros ou qualquer parte do mundo. Mas até te conhecer eu não queria participar disto; mas no ato “abandono do barco-de-luz-própria” não me restou muita alternativa.
Eu vivo numa cidade com prédios altos e uma população com uma racionalização inimaginável, e todos entendem os sentimentos e compreendem os medos do outro lado do mundo; e suas aparências são meio iguais, e são o centro de tecnologia mundial. Seus QIs são altos e também seu índice de suicídio, estranho quase que uma libertação. Eles refletem as ideologias ocidentais e lentamente cortam seus pulsos centrados em si, e não importando o calor alheio, pois toda realidade foi lapidada de impressões e visões.
Eu sou só um jovem, que chorou demais através da vida. Viveu apertado num colchão durante a adolescência, saboreando psicoses com intuições, e esquizofrenias com percepções. Eu estou tão triste, tão triste de ser a mais estranha mente, e tão feliz por ter adquirido diversos amores que não reconheceram a totalização disto, mas sentiram; e pra sempre se enrolam enigmáticos no que eu representei algum dia, ao mesmo tempo que seguem os passos do mundo.
Apenas um jovem, que chorou demais através da vida...
Eu sei que não devo falar palavras, já me entornei de tantos diálogos explodindo na velocidade da luz no meu neurológico; e fico com medo da falta de te oferecer. Desde a partir deste momento trocamos respirações; e te sinto bebendo minhas energias; e isso alerta meu afastamento. Sou seu dono astral, e cuidando de ti devo decidir uma boa vida; por favor, fique mais comigo; ou me mate belo; senão o farei me matar.
Agora eu retornei para a minha casa; eu vi as imagens esticadas pela velocidade da bicicleta; e é como se eu estivesse fugindo da fortaleza de seus braços. Como somos humanos ridículos, né? Toda sensação lentamente se mistura e encaixa, e se molda ao nosso inconsciente; e nos apertamos para nos tornarmos parte disto; e agora somos parte um do outro, e sabemos que há a possibilidade do momento de separação, mas então estamos unidos para doer... mais forte o fim, e tudo ser tão legítimo.
Nossa psique sente sede e isso me envergonha, e quando identifica um entorpecente ela troca; e eu não queria ser uma troca de um ex-mundo promíscuo para um mundo visível. E se Deus está aos redores dessa sua nova elucidação, e renovação; temos que encontrar mais gente.
O corpo dele é uma figura, que se compara no meu paladar psíquico, e alimenta todos meus distúrbios, e tudo aquilo que eles vêem de errado na natureza. E o seu cheiro, o seu cheiro é uma armadilha complementar que caça ininterruptamente, e veio anexado aos seus poros, e ele não tem culpa, mas ele a usa, involuntário. E para meu desespero funciona, e me seguraria por anos, perto ou distante.
Se eu entrar no banho agora; é como se eu esquecesse ele por alguns minutos e pensasse no meu futuro sem ele, e meu presente sem ele, e nestes últimos meses sem ele. E é como se eu estivesse dentro de uma sala, socialmente sorrindo e conhecendo pessoas novas, e estudando, e produzindo logo e breve em um futuro normal. Mas eu tenho que sair do chuveiro... e aprender a estar sempre feliz pelos limites se eu quero manter algo com ele, o tempo que for.
Você é muito jovem para ter um relacionamento; e logo conhecerá o desgaste, e o repetitivo, e o desejo que vem aos poucos do ínsito de envolver outros corpos e neles refletir sua vaidade. Logo será tão forte, a vontade de que eles conheçam seu membro grande e tu os gemidos deles; e essa verdade fica tão amarrada ao seu centro, que o propósito de seu nascimento característico é um alimento exorbitante pro ego.
E logo, logo, ele sentirá fome.
Acho que já aprendi a não sofrer, ou não importar, perto de tudo que já passei. E meus amigos mais inteligentes repetem conceitos proverbializadores que tive eras atrás. Eu tenho a opção de gracejar-me com o sol e latejar numa leve sensação, ou despenar minha solidão elaborada.
Não, isso não ameaça de nenhuma forma; mas 3 deles correram com toda a força. Um entrou numa biblioteca, outro numa boate, e outro entrou no super-mercado. Eu vi os 3 saírem felizes de lá; um sorriso infinito no rosto; e eu fiquei apavorado. Visitei os 3 lugares; eu nunca chorei tanto...
Mas lembrei que sorri quando estava fora vendo-os sair. Conheci o meu lugar.
E lembrei que estavam ameaçados...
Pelo o quê? Até vocês esqueceram dessa dúvida inicial de um parágrafo.
Sorria.
Então todos dizem toda hora que tudo nos desafia e nos liberta ao mesmo tempo.
Levantar de uma cama, estar com uma doença incurável; são só empecilhos e libertações? Se algo está na sua frente, se você dobrar é um obstáculo, se você passar é uma ajuda? Deus não trabalha por sublinhas, mas por ironias... É como eu também definiria amar você.
E sobre o amor? Eu sei que não sei o que é, mas sei que eles estão muito mais distantes de mim. E eu poderia até conceituar redundâncias por 10 páginas e elevar humanos a amores interestelares. Mas meus amores, se Deus não deu isso pra vocês, eu vou dar? Me dêem seu dinheiro.
Sim, sim, vamos vivendo até onde podemos. Preciso do seu calor e da sua vitalidade, e já aceitei isto. Você não correu de mim, e não sofreu desnecessariamente. E estamos juntos, e finalmente entendo o que te trago, e me esforço para isto, de uma maneira inacreditável.
Não temo seu abandono, pois já obtive sua crença, e por ti não fui trocado pelo mundo... e muito menos pelas dúvidas.
Infelizes são aqueles que abandonam pintando motivos, e se rendendo de racionalizações e argumentações bastante óbvias.
Essa é minha diferença, a sua diferença e a diferença dele...
Por que eu amo ele; mas o amor não é as nossas pernas.
E muito menos nossa corrida...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Dissonância "E"
“Não se preocupe, eles se encontram amanhã...”
Com Amaterasu sobre a mão direita, estrelas eram entregues a um lago frio; mas o reflexo da água as retornava ao céu; e o lago continuava imutável. Um ser mitológico tomava esta água e se alimentava de pedras; este cobiça e espreita a luz do sol que se movimenta horizontal num horizonte que nunca o revela.
E uma criança contorna com um pincel esse eterno crepúsculo, eterna aurora, de um quadro já pintado.
Esta luz é brilhante e atraente por trás de grandes montanhas e gigantes muralhas. A curiosidade e a cobiça atiça o paladar; e o vampiro sente sede, e o zumbi sente fome.
O grupo espiritual obceca-se pela glória do infinito e do poder inalcançável, para desafiar o desespero pela vitória e pela conquista, do que é de outro.
A pré-paranóia passo a passo aumenta, e treina cada inveja a ter cada detalhado escudo; para ele satisfazer-se sob qualquer possibilidade de derrota.
E nisto a falsa bondade anexada continua entregue como numa retórica de um mendigo emocional, que pede e ensaia-se, dentro da compaixão alheia.
Uma floresta negra é curta, porém densa, e nos parece infinita ao medo. Mas sabe-se que há árvores e mais árvores, e ele nasce com um machado em vez de uma lanterna.
Tudo que há nela são terrenos pacíficos, gravetos e milhões de folhas que balançam ao vento; quieta e calma, sozinha e solitária, angulada sob luz da lua e dança das nuvens; mas seu silêncio causa medo, e sua estática é apavorante. Sua existência é inexplicável, e seu escuro é ameaçador. Ninguém sabe o porquê e ninguém vive nelas.
Um ser ganhou um instrumento celestial, mas nunca o aprendeu a tocar. Entidades esperam pacientes pelas notas certas; e ele repete o som do mundo. Cordas foram entregues para novos sons, e ele toca fascinações de falsas sereias, para atrair marinheiros do universo e os matar.
Ele é uma velha e empostada cognição; que pratica a arte do labirinto da razão, e foge de uma realidade adulta para o almejo infantil; onde simples sorrisos o encantam, e ele culpa quem para eles se cegam e atrai o exército de quem para eles tem fome.
Lágrimas escorrem de sua face espelhada; para a imagem refletida chorar com ele.
Seu corpo modelável adapta-se para pequenas vitórias de patéticas situações. E quando derrota-se ele foge, para uma terra de força e ilusão, do inferno entregue o conforto, para uma falsa “Redenção”.
Inquisita-se a hipocrisia de um suposto anjo de Deus; alvejo de corpos e atroz emocional. Que panteia a felicidade para se jogar nos chacais noturnos. E fracassa em aniquilar a simplória saciedade do que é fértil.
As marcas das tristes arranhadas no muro da inveja; e os furos de sabotes. Dentes de vampiros sobre concretos, e o sol horizontal que nunca aparece... para matá-lo.
Nas costas uma mochila de prazeres, de pequenas jornadas de cidade em cidade, e furtos de sobrevivência. Na mochila, muitas ferramentas, e um pára-quedas.
Para homem que nunca foi menino, e sim um presidiário em fuga, de sua história.
Para o homem que nunca conheceu o amor, e nele projetou o tormento e o pódio.
Para o homem que não sabe receber um abraço, por que o peso de outros corpos estão em qualquer braços.
Para o homem que não conhece a liberdade, por que tenta a criar em cada linha e em cada caso, como uma trincheira da guerra.
Para o homem que se esconde no mundo, e se ornamenta de festas, e se enfeita de suores.
Para o homem que se auto-engana, e procura as muletas alheias para abandonar com vitória.
Para o homem doente, invejoso, e protegido de uma imensa e linda fortaleza; que atrai com boas intenções.
“Esperei-o derrotar-se sozinho.”