Henrique:
Criança-criança, adolescente-adolescente, adulto-adulto... conseguinte.
Coerente e correspondente, ascendente e brando, estático e crescente. Há mais nada.
Criança-pirulito, adolescente-sexo, adulto-capitalismo, Há mais nada...
Se desse pressuposto contínuo, lógico e endividado. Com a linha racional previsível, de fases seguidas, ladrinhos claros e passagem delatável; eu serei esquecido, e traído, no lentamente desamado.
Se de todo esse sistema plausível, de criança que ri a risada, adolescente que desenoza o nó, e adulto que responsabiliza a responsabilidade..., eu serei o prelúdio do teu crescimento, do teu amor, da tua traição, da sua confusão, de tudo que é previsível, aleatoriamente visível.
Variável X com fermento, preso em lógicas neurológicas, intelectualidades racionais, diálogos padrões, e diversões prazerosas. Na busca corrida, às vezes pausada, silêncio e pausa do engajo torneado de Marcos.
Mundo esquecido, Marcos esquecido, oscilações pertinentes, desgastantes e obrigatórias na sua natureza.
Sou seu prelúdio do amor, do sono profundo, do confortável e digno, purificado e seguro.
Toda sua trajetória contida na minha mão; neste bálsamo sufocante, cintilante e obscuro, diverso e infinito; pra sempre comigo; nesta neblina carmática, nessa cegueira do invisível.
Ele é automático e conseqüente, não existem escolhas, existem condições, entalado em circunstâncias, enclausurado em tempos e temperos, template, template , templates de vida, de fase, de amor, de gatilho.
Seu abraço uma construção civil; que organiza e recolhe, meus distúrbios e meu espalho.
Seu beijo uma troca indecifrável; que retorna a bagunça, e o pânico de seu linear, de uma vida já lida.
Sua entrega um terreno, onde planto e implanto, semeio, e retorna instantâneo, meu alimento.
Seu sorriso uma exibição, onde o mundo o reflete, onde ele não enxerga o que o contorna, além do narcisismo pluricelular.
Seus pés onde canalizo, o novo e vergonhoso, do seu patético explorativo.
Não sabe olhar um filme, um seriado, um anime, sem suas projeções ególatras; sempre gerando pensamentos sociais, impregnados como parasitas antigos, onde quem saltasse mais alto era visto; e quem gritasse mais alto era ouvido. Então estraga a essência das coisas, com a distorção boba de suas palavras automáticas e ensaiadas para esse tipo de situação.
Não escuta o autor, o domina, e não observa a paisagem, a controla, e a quer pintar.
E desgasta o livre e infinito, dentro de seu globo ocular, de seu mínimo.
E esquenta com atrito o que deve estar parado, gélido e bonito.
Desconhece o natural. E o universo não é o universo, e sim seu gêmeo/híbrido.
E por favor, note a minha diferença do JC, e do Vitor. Não é ser convencido, convenhamos, eu tenho que ser melhor que eles. Me mostre......, pra mim e pra eles.
Eduardo:
O relógio corre rápido, num ritmo acelerado, e ele está parado; na parede da cozinha, quando adentro mesmo bem claro, olho para a janela entreaberta e do outro lado está escuro. Então o barulho é lógico, mas o medo sobe pela minha espinha; a janela escura segura meus olhos e o relógio sobe pelas minhas costas; então sinto uma explosão de solidão... e pânico.
Penso no Eduardo........
Sem identidade, é a minha ponte existencial, onde concretos são terras férteis; e piscinas são mares. Onde o banheiro é uma mansão, e a cama um colchão de nuvens. O espelho é uma verdade, o espelho é uma verdade... E só com ele estou dentro de mim.
Minhas roupas são cobertores suaves, e seus braços são botões.
Seu sorriso é uma tragicomédia, e sua seriedade um texto.
Meus pés estão no chão e o chão está sobre minha cabeça.
Nosso nazismo é gerado; nosso pódio é corrosivo, e eu atrevo mesmo o esquecimento deles, pequenos e desmerecedores, eu faria um holocausto. Raça imunda e suja, sedenta e nojenta, asquerosa e patética, burra e ignorante, fedorentos e desgraçados.
Eu os mataria... e seqüestraria, e vingaria 2000 anos de era, e te protegeria mais uma vez.
Eu faria das entranhas deles uma diversão, e te alimentaria com os pedaços deles.
E riríamos satisfeitos e sádicos, e tudo que seria resultante seria nossa saciedade estomacal.
O mundo contigo é uma cultura infinita, no que já está existente existe muito mais, e verte realidades lúcidas; e nossos dedos se tocam em código morse. Enquanto seus defeitos são colossais, medrosos e covardes, em pânicos e escondidos, sobrepostos por camadas e mais camadas, de chocolate, pizza e sorvete; temperado de suores de alguns corpos.
Burro e desgastante, repetitivo, e repetitivo, no dom de se banhar de corpos e amores expostos; que aprofunda-se e se perde, no ambíguo e numa dicotomia de mutualismo.
A porta sempre entreaberta; quando a fecho meu ângulo de visão retorna você já saltado pela janela. E quando você toma banho eles escorrem pelo ralo, e se eu entro no banheiro você já foi cano abaixo culpado por eles. Então lambido e forjado de submundo o aperto do singelo se torna menos pesado, a culpa o lava e a mistura com a sociedade foi negociada.
Então negociamos um amor todo dia; e a culpa tenta te livrar e te lançar para o novo.
Eles são o peso da catapulta, que estica, estica, estica, e te lança pra longe do teu passado.
“Oi novo Eduardo reciclado, como vai? Onde está o Mário? Onde está o Deivid? E o Marcos?”
.... propriedades > Esvaziar lixeira.
Ele é superficial, sempre procurando se embebedar de qualquer sensação ou prazer preenchedor. Não é uma questão dramática de vazio, ou tentar refleti-lo contraditório aos valores ou subversivo; ele apenas procura o mais alto, por que não suporta o mais baixo.
A ilusão das alturas o mantém em pânico e apressado através da vida.
Ohhh, sempre tem que ser o suficiente, ou o correto.........
“Adeus Marcos, eu te amo Marcos, eu estou feliz agora!!”
“Ele é legal Marcos......... e sim, eu vou te esquecer; e o pior é que tu sabe disto.”
“O Marcos nunca esquecerá de mim!!!!!”
( E desde quando isso é uma satisfação?)
Pois é Eduardo, eu não vou esquecer não.
Mas tu não vai saber lembrar de mim...
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