Na maioria das vezes, entre essas palavras de terror, e meus passos ácidos; e esses gritos foram migalhas.
As brigas as são, pequenos sacrifícios em pedaços da minha carne, meu corpo as são, meus dedos, meus braços e meu punho.
As fúrias e os meus olhares desviados, uma grande trilha, para que pudéssemos nos alcançar.
Migalhas de um conto de fábula. Sinto tanto a sua falta e só pude deixar uma trilha de migalhas, até o momento que meu corpo terminou, e não houvesse mais pedaços.
A trilha acabou.
Não há mais caminho.
Não há mais corpo para meu espírito.
E eu preciso achar um novo.
Eu me encolhia em silêncio, me perdoe. Meu silêncio eram minhas visitas às minhas ralas memórias de amor, e meu transe do quanto era bom estar lá me mantinha incomunicável.
Há um pedaço de mim que carrega dois amores insolúveis, que não deixaram uma parte se dividir em migalhas. Dois jovens numa fantasia eterna, que não pôde transferir-se para a realidade. Dentro de uma bolha particular, que resguarda aquele pequeno sonho que se repete de duas mentes que um dia se uniram.
Em algum lugar eu plantei pequenas sementes do que nós éramos, com pequenas orações.
Em algum lugar onde nós não destruímos essas sementes irão crescer.
Em algum lugar que eu pedi a Deus que preservasse do meu espírito corrompido, eu posso me permitir te amar de novo.
Minhas aquisições se dissolverão em minhas mãos a cada momento que eu tocá-las sem você.
Minha televisão virará poeira. Meu colchão se petrificará com o feitiço dos poucos neurônios e suas fracas lembranças que o tempo permitir continuar em minha jornada. E se eu esquecer, em alguma parte calada de mim estará seu lar, para que possa descansar para sempre.
As falhas que nos desviaram do caminho certo se tornarão pesadelos mensais, e os espelhos poderão parcelar uma vergonha aguda.
O fracasso deverá se tornar uma estátua exemplar. E os sinos farão uma homenagem sonora.
Eu fecharei os olhos da minha alma ao tocar humanos novamente.
Eu esconderei meu amor da rigidez que me acompanhará nos conceitos de reposição.
Eu nunca precisarei dizer Adeus.
Pois eu não posso me despedir do que é parte eterna da minha alma.
Mais puros que uma foto...
Mais obscuros que um segredo...
Mais fortes que o espaço e o tempo...
Pedaços de mim... Pedaços de nós.
Esse blog é pessoal; despejo da minha visão, seja racional, emocional, psicodélica, sempre atualizado pelo que estou passando no momento; o importante é que minha visão é exclusivamente peculiar. Sou descritivo, reparador, desenvolvedor, depurador, elaborador. Provavelmente este blog será para projetar e encaminhar para situações, soluções, intrigas e expansões pessoais. Serve de direcionamento, atalho, organização e arquivamento (evitando assim perda).
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Pieces of me
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2 comentários:
Os castelo que construiu é seu, mesmo que vc achasse que dependia de outra pessoa para nele colocar fundações, ele será sempre um lugar bonito no qual vc pode retornar numa noite escura... mas ele é seu.. so seu ... e vc coloca , E TIRA, dele quem vc quizer... coloque em volta dele um fosso ... mas coloque uma ponte... tranque as portas mas não jogue chaves fora...
Tu fugiu...
Espero que seja por um bom motivo.
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