
Eu subo uma montanha sob ódio dos meus fracos joelhos; e meu corpo pesado amargura-se...
Minha respiração não acompanha e meu ritmo não sustenta; a minha cabeça abaixa quando distraio a ira entre as pedras.
Com a virtude da natureza, a casca de uma árvore, eu engancho meus tênis de borracha fria e entro adepto ao descalçado.
A textura da terra mais a gosma de insetos mais a chuva de anteontem e os passos dos antepassados; que subiram a montanha sorrindo, subiram a montanha chorando; é meu frasco pretendente para importar a massagem divina.
Eu trago uma cesta com alguns braços do passado, trago uma renda e traço uma linha para tributar vários mortos; faço um piquenique com lembranças e deito com aqueles braços.
Fico em silêncio, com o belo tormento da brisa e a ex-existência esquecida.
Eu lentamente descosturo minhas roupas...
De quem eram essas vozes? Eu sou um selvagem. Recuso-me aprender o mundo.
Mesmo? Mesmo? Eu sou um selvagem.
As maiores nuvens salientes me seguem do céu, invadem minhas narinas e curam meus pulmões. Eu fico corado sob um leve gracejo; e escondo minha face enquanto falo um baixo “obrigado”. Levanto-me da minha reverencia e sento num degrau de uma empresa elétrica...
Cada momento um perjúrio do meu amor; preso na penúria dos seus braços.
Levanto-me e canto pra fora desse encanto, cada respirada minha voz de ramifica, fica fina e restrita, e se despede das vitórias, e das derrotas dos batalhadores.
Martelo uma corda em quatro lados de uma barraca aberta, para enxergar a floresta negra, através dos nosso quatro olhos. Para trazer o infinito, o restrito e o medo, a praga do silêncio e o desgaste do tédio...
Tudo que eu vejo, olho, sinto; alguns identificam, como tudo alternativo...
É da onde sai o fascínio e o nojo...
E por que desejastes...
Um doente estilo autismo; com uma bússola invertida...
Eterno na montanha, eterno na floresta...
Segue refletindo, egos de risadas, prazeres de tarados, e alturas dos mais baixos...
Capturado como prêmio, e resgatado como troféu...
Sofre de ternuras...
Sofre natural...
Para ter um raro sorriso...
Que como protegido Deus os contará...
Agradecido estou...Nada verei...
O tempo não recolhe os erros.
Nem o futuro, nem o esquecimento.