A verdadeira solidão é quando encontra no final de sua coragem a lástima do vazio retornado,
quando é incômodo sentir dedos entre seus dedos, e texturas são invasoras
quando você se torna um pêndulo de atração que busca a comodidade ensinada,
quando não existe mais centro pessoal, existe seus conceitos englobados, idealismos tragados,
perdidos num caminho de palavras que crescem como raízes distorcidas pra cima, sem função...
Raízes tentando agarrar algo, apalpando lentamente, dia após dia, com sua firmeza,
mas isso lhe matando.
A verdadeira solidão é ter composto uma linda música, orquestra, sendo surdo.
É ter passado horas pintando um quadro e a tela nunca deixar de ser branca,
É sorrir repetidamente para o teto e odiá-lo,
É todo dia carregar nas costas 2 baldes furados, cheios de água para encher um rio.
E isso ter o sabor da determinação, o sabor da tentativa, a auto-homenagem da perseverança,
mas ver a morte da plantação.
A verdadeira solidão não é estar em silêncio, quieto, sem vibração,
a verdadeira solidão é a partir da mudança no seu conceito, perder seus pés fixos,
e jogar-se no comunismo de socialização, beber uma bebida na medida que nisso regurgita sua alma, se perdendo lentamente no meio dos sons alucinantes, entorpecendo-se de falsetes enquanto sua alma asfixia e tenta nadar pra cima deste mar de obscuridade.
Quando os flertes são frequentes distrações idólatras ao biológico cegamente confortado.
Ser devoto dos limites de alegria, diversão, das euforias, do sexo como pilares de pseudo-verdade ou necessidade.
É um desespero habitual que te toma e quando abre os olhos está vestindo a roupa da repetição alheia, trajes contínuos que se conectam invisivelmente, todos se alimentando do que é essa solidão empostada na virtude,
na virtude de "compartilhar em silêncio" as dores confusas, em fuga, penitentes, do que é,
do que é a solidão comunicativa,
em sua festa, em sua alegria, em sua saída, e em sua busca,
enquanto sua alma adormece nas lágrimas do travesseiro de seu quarto,
sem nunca verdadeiramente ter saído de lá.
Um comentário:
É, tudo traz em si seu oposto. E o que você chamaria de verdadeira companhia? Próxima postagem?
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