
Se eu tenho sofrido por esta multiplicidade de caráter, eu tenho estado livre,
E aberto para ser o divino ou inferno desta glória.
E estado pronto pra sorrir com dentes podres, arregaçado.
E estado correndo nu metaforicamente representativo na multidão mental.
Vestindo essa camisa-de-força do avesso, pintada com flores rosas.
E estes sapatos-de-força apertados, aderindo a minha pele.
Eu tenho estado sufocando liberdade, asfixiando espaços imensos.
E quanto mais cresce essa auto-destruição mais prédios caem,
E eu começo ver o horizonte infinito, ...uma prisão aos meus olhos?
Se suas línguas sentem o gosto da vitória eu tenho entregado toneladas de coroas,
Tenho deixado milhares de tronos enquanto alternativo sendo uma pedra com lindas asas de borboletas.
E se minha criatividade não aparece, e complemento-me de visível regressão, é por que minha lanterna não acende mais, quebrado botão.
Não estou subjugando idéias ou preparando idealismos agressivos, eu estou apenas voando;
Para fora destas paredes, paredes de qualquer visão, de qualquer ângulo.
E cadeando por fora, pra ninguém me seguir, nem eu mesmo.
E se meus antigos passos de dança literária não me satisfazem mais eu estou pronto para ser uma borboleta com lindas asas de pedra.
E no dobrar do meu corpo (ou seja da existência) eu encontre um casulo, eu ficarei deitado aqui, sentindo meu edredom surreal; novo ou furado.
E do meu estouro repentino de “nada” eu pinto várias camisas de força, enquanto gozo.
Eu tenho estado pronto pra morrer a todo instante,
Tenho estado pronto para estar vivo a todo instante,
E nenhuma das duas ocorrências,
Você está escutando sirenes lá fora?
Estando numa ilha perdida, eu perdi meses rindo construindo uma jangada de chumbo;
Eu o convidei para entrar, e rindo, ahh ,e rindo...
Você chorando, e chorando hauhauahhauuha.
Foi nesta surpreendente dor que quando você adormeceu na caverna minha jangada levantou vôo,
E até hoje você coloca flores na beira da praia;
Em meu túmulo............................Ou seu?
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