Todo dia quando eu chegava só naquela casa quebrada, eu olhava todas as pequenas rachaduras.
Eu ficava feliz, pois dentro delas estava a nossa história.
Eu vi um pequeno inseto correr através do teto e eu segui até o momento que eu vi esta glória:
Nada nas minhas mãos, há nas minhas mãos. Toda nossa trajetória se aloja em meu coração.
Há nada nas minhas mãos. Embora meus olhos criam uma ponte até você.
E então nosso lar foi regado com as minhas lágrimas mais uma vez.
Eu sempre cultivarei, mesmo, mesmo agora que não existe mais.
Então eu retorno para dentro dos seus olhos, deitados em um colchão úmido gerando nossa fortaleza.
Ninguém entenderia, e ninguém entende o que é:
Nada nas minhas mãos, há nada nas minhas mãos. Mas existem ecos nestas paredes que soam nossas palavras de amor.
Nada nas minhas mãos, mas elas esperam algo; algo que eu não posso mais encontrar.
Então uma constelação desce pela minha espinha. Nada nas minhas mãos.
Eu deixo mais uma vez este lugar, mas isso não significa, não significa que ele me deixa.
Passo à passo de distância eu atravesso as eras que estive com você.
E vou sumindo para nosso compasso girando em um ângulo maior.
Nossa distância gera um círculo, e o que era nós dois ficou no centro até nosso fim.
Nada nas minhas mãos, há nada nas minhas mãos. Eu não pude segurar a estrada que você desapareceu.
Nada nas minhas mãos; para onde foram suas pegadas eu jamais requisitei novamente saber.
Então eu baixei a cabeça e virei as costas. Nada nas minhas mãos.
Eu sei que você visitou minha casa nas férias, mas eu estou aqui, eu permaneço só aqui, eu existo só aqui.
Um comentário:
Como ousa fazer isso comigo???
=S
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