Seus lábios espalham escárnios em lembranças das boreais vividas. (Atentas a um caminho onde o sol se pôs).
Às correntes enferrujadas que ligam-se aos nervos do meu rosto, proliferando ao corpo as constantes ameaças. De tempos em tempos retira a vida que por ti mesmo foi colocada.
O inseto que se alimenta do fluído pós-ácido injetado. E meu corpo na tolerância a ser sinonimado “o regenerado”.
Ciclo no ciclo, meu amor forte agüenta sua existência fraca.
Eu amo puramente suas lágrimas, e escorro na fraqueza do meu carinho extremo pela sua perdição desnorteada, meu protegido no meu colo psíquico, me fere e entedia; meu lindo menino.
A vida e a morte que se resguarda nos vãos de seus dentes, em cada sorriso. Relicário das chagas de nossas auras.
Sua tristeza é profunda em seu silêncio solitário, a existência na bolha de um menino redigido pela vida, com a alma esquecida, em rabiscos estáticos.
( Eu não consigo o libertar. E sinto o fracasso.
Fomos tomados, pela escrita do mundo sobrescrita sobre minha caligrafia.
Minhas letras tortas e firmes, engolidas pelo pincel do mundo.
Eu perdi?)
Possível somente uma vez, o símbolo infinito, talagada do tempo. Uma única linha, agora rompida, junto com o sonho inicial do imaculado.
Cada pedaço do mundo é um espelho, mesmo o escuro. Reflete meus olhos vagos, meu silêncio e minha primeira morte.
Minha garganta me anula. Minha saliva me procura. Meu estômago me surpreende.
Somos eu e eu mesmo. Na imensa vergonha do típico atravessado.
Não posso ficar aqui e não posso seguir. O tempo e o espaço vão me arrastando.
Meus sentidos vão me levando, vou me assistindo.
Eu ouço meus pés subindo a escada. Eu calculo a velocidade daquela mão que escreve minhas matérias. Eu crio sinais involuntários com os sons das vozes.
Onde está você antes de mim? Onde estou eu depois de mim?
(Eu não consigo me libertar. Eu sinto o fracasso.
Eu tomei o mundo para dentro de mim. E não posso pisar nele. A gravidade gera uma órbita no meu estômago apertado. Aquilo que sou circunda, e nunca centraliza.
Por favor, me perdoe).
Eu sou a descrição do que não é querer viver. Ao fazer o sanduíche. Ao fazer o leite.
Os que necessitam/necessitariam de mim me odeiam, pois não podem me amar inútil.
Agora sou um sistema “melhoraste no futuro”, e sigo as regras.
Meu corpo emagrece enquanto meu bolso engorda.
As verdades consomem, somem... Banem, intercalam.
Minha voz fala com as cordas vocais de seus ouvidos.
Eu te amo. Mas eu morri. E agradeço isso.
Um comentário:
Poderia dizer de maneira cruel "Faz parte", mas não é uma idéia com sentido completo. Posso afirmar que piora depois e as vezes melhora de maneira insustentável... E.. E.. E.. Ou.. Ou.. Ou.. Talvez.. Até.. Ontem e Nunca, Sem sentido mas com o maior de todos. O TEU!
Parte das migalhas de pão...
http://cadeiadecarbono.blogspot.com/2010/01/o-sentido-da-culpa.html
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