Esse blog é pessoal; despejo da minha visão, seja racional, emocional, psicodélica, sempre atualizado pelo que estou passando no momento; o importante é que minha visão é exclusivamente peculiar. Sou descritivo, reparador, desenvolvedor, depurador, elaborador. Provavelmente este blog será para projetar e encaminhar para situações, soluções, intrigas e expansões pessoais. Serve de direcionamento, atalho, organização e arquivamento (evitando assim perda).
quinta-feira, 29 de março de 2012
Adeus inexistência...
Hoje tive uma das sensações mais bizarras da minha vida, E mais "intensamente nulificada"...
Ele passou por mim na estação...., nós trocamos e-mails.... mas era pequeno... minúsculo.
Menor que nossas conversas...
Meu amigo me ligou, ele estava fugidio do ex, sentado distante do seu namorado, seu tom de voz estava calmo e adulto, e eu senti um presságio de uma tragédia. A escuridão já tomava conta de mim, e então eu vazei.... Entre as coisas previsíveis que ele dizia o que me apavorava era sua frequência vocal... E ele estava dentro de mim, na minha parte mais escura. Tonalizado por sabedoria e morte.
Sua voz representava meu medo, minha angústia, meu socorro, meu pesar... e estávamos perdidos.
Com as suas óbvias notícias meu coração se encheu de amargura, eu retraí..., era o fim, mas não tinha fim de quê..., e um recomeço, mas não era recomeço de quê...
Comecei a chorar, umedecido pela lógica, como não chorava desde os 14 anos, quando sentia a inevitável transição da vida..., quando meus dois amores foram para Joaçaba..., e eu soluçava sob uma toalha; tão desamparado e definidamente sozinho.
Foi como se... morresse... e morresse..., morresse aquela etapa, tão forte quanto uma pessoa, uma identidade, mas abstrata o suficiente para eu não me desesperar.
Era como se eu o amasse..., mas eu não amava-o...
E era como se eu o namorasse...., mas eu não o namorava.
E era como se fosse meu..., mas não era...
E era como se eu fosse dele..., mas nunca fui...
E é como se eu desejasse com todas as forçar querer, e conseguir..., mas era inviável e impossível, e eu também não queria.
Eu não seria, definitivamente, e definitivamente nunca seria.
Não sei pelo que sofria...., neste fim indefinido, nessa mancha abstrata, nesse eco profundo, que ecoou alguns minutos e desapareceu pra sempre.
Pelo pesar de você completar meus sonhos atemporais porém quebrados pelo tempo-circunstanciante-delimitante, que amarram nossos cadarços um no outro, no começo para não andarmos demais, não avançar demais, porém sempre no mesmo ritmo.
Então naquele aperto sufocante, na minha voz que não saía, eu me sentia pressionado e compelido à voltar ao normal. Mais uma vez meus conselhos automáticos abriam meus dentes e saíam porta à fora. Eu já estava exausto; por que ele me considerava, e eu nunca conseguia mostrar quem eu era.
Eu levantei voo e planei superficialmente meus conceitos, e exibi-os, enquanto não tocaríamos o chão com as minhas verdadeiras raízes...., e a conversa se estendeu mais uma vez.
Dia à dia, eu não sei o que estou esperando, não és uma distração e nem uma necessidade. Já um condicionamento...., interligante como o cotidiano, dia à dia passando em sois e luas que descem, e palavras e palavras que trocamos em solstícios e equinócios.
Às vezes eu apenas quero nos calar......, por que na vertigem que vivo, meu personagem és perfeito para a funcionalidade deste papel que o sustenta. Mas não sou eu.
Ele pediu por reciprocidade..., eu mais uma vez fiquei calado...
Dizem que o silêncio consente, mas esse não consentia.
Você está frágil, eu já estive aí..., vamos calar esses sensos.
Você é puta confuso, eu ainda não estive aí..., e vamos fechar esses sentidos.
Você é um crápula amável, e eu não sou aqui..., e vamos falar mais e mais.
Você vai esquecer tudo, e eu concordarei aqui..., e vamos fechar os olhos e seguir o rumo óbvio mais uma vez.
Isso tudo vai passar, e voltará a si..., e vamos apenas... dançar no meio tempo.
E eu estava quieto no telefone, e ele me indagava com uma preocupação masculina exorbitante.
"Você está aí? Por que está fazendo isso comigo?" "Por que está fazendo isso comigo?"
Eu não era eu, eu era este texto, eu já estava exausto de todos os códigos humanos.
E de somar as características e não importava a ordem do produto, era matematicamente fixo o resultado.
Resultados...
Se eu fosse um resultado melhor..., eu te apresentaria.
10 minutos..., o sufoco passava, as lágrimas secavam, e eu voltava à tona.
Oi amigo, aqui estou eu de novo...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário